F1: FIA não descarta punição para equipes que 'burlarem' sistema de largada lenta; entenda
Federação testará nova 'modalidade' neste fim de semana, em Miami
Foto de: Lars Baron / LAT Images via Getty Images
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vai monitorar as equipes de Fórmula 1 a partir do GP de Miami, realizado neste fim de semana, em relação ao novo detector de largada com baixa potência, podendo aplicar penalização nos times que tentarem 'tirar vantagem' do novo dispositivo.
Uma das mudanças aprovadas e introduzidas no regulamento técnico foi a adição de um sistema de detecção de largada com baixa potência. A intenção é prevenir acidentes com carros que acabam ficando lentos no grid, causando uma situação de risco (como quase aconteceu com Liam Lawson na Austrália, circunstância em que Franco Colapinto precisou desviar rapidamente do RB do neozelandês para não acertar em cheio a traseira do carro).
Neste caso, o MGU-K será ativado automaticamente utilizando energia da bateria para garantir um nível mínimo de aceleração - uma velocidade superior a 50km/h. O novo dispositivo será testado após o único treino livre deste fim de semana, mas sem previsão de ser utilizado na corrida.
Durante uma coletiva de imprensa que contou com a presença do Motorsport.com, Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, trouxe mais detalhes à respeito do sistema e revelou que não é contra aplicar punições - como o drive through - para equipes que tentarem tirar vantagem utilizando o novo 'mecanismo'.
"Deixamos claro que, antes de mais nada, este mecanismo não deve ser usado para incentivar as pessoas a tirar vantagem propositalmente. O que ele faria seria transformar uma largada desastrosa em uma ruim, não transformaria uma largada ruim em uma boa. Aliás, quando discutimos essa opção com as equipes pela primeira vez, propusemos que, se o mecanismo fosse ativado para algum carro, ele teria que fazer um drive-through ao final da primeira volta", iniciou.
"O consenso entre todos, para desencorajar completamente qualquer manobra, era de que, nessa situação, o carro já estaria fora de controle e definitivamente em uma posição ruim. Portanto, o drive-through não seria necessário, e nós aceitamos. Mas, se percebermos que, por algum motivo, deixamos passar algo e as pessoas começaram a usar o mecanismo para obter vantagem, é claro que interviremos."
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