F1: FIA terá nova forma de medir taxa de compressão dos motores em Mônaco e 'truque' da Mercedes volta à tona
Outras equipes teriam sido aconselhadas a não copiar o projeto da montadora alemã
A Fórmula 1 ainda tem um problema para resolver e dar respostas às equipes. No dia 1º de junho, a categoria deve mudar a forma de medir a taxa de compressão dos motores de seis cilindros e evitar um truque que estaria sendo usado pela Mercedes.
Depois de lerem o regulamento de 2026, os engenheiros de Hywel Thomas, diretor da equipe que produz os motores da Mercedes em Brixworth, inventaram uma solução que alguns consideram genial e outros fora das regras: a taxa de compressão de 16:1 é aumentada para 18:1 graças ao bloqueio de um microcanal que liga a câmara de combustão a outra cavidade minúscula.
À temperatura ambiente, as verificações da FIA garantem o perfeito cumprimento das normas, enquanto a quente a situação pode mudar, mas em que medida? Pouco, muito pouco, segundo Toto Wolff.
"Essa é uma questão que nos pegou um pouco de surpresa quando veio à tona", explicou Nikolas Tombazis, responsável técnico da área de monopostos da FIA no final de abril. "Mas também devo dizer que não acredito que o assunto merecesse nem um centavo das matérias que recebeu ou da paixão que provocou nas pessoas".
"Sem entrar em muitos detalhes sobre as especificações desenvolvidas pelos fabricantes, não acreditamos que tenha sido feito algo errado que levasse à trapaça. O que os vários participantes disseram para pressionar é outra questão, mas, neste caso, não consideramos que se tratasse de trapaça. Houve algumas escolhas de projeto para tentar alterar a taxa de compressão em função da temperatura de maneira mais favorável".
A Mercedes não teme que esteja fora das regras, apesar de admitir que seu motor tem uma certa vantagem em comparação com os rivais, mas o tema esfriou no paddock e deixou de ser um motivo de discussão.
A ideia, de fato, se associada a um combustível desenvolvido especificamente, poderia proporcionar um desempenho superior ao que se obtém apenas com a variação da taxa de compressão.
Segundo os rumores, teria havido uma tentativa de outros construtores de adaptar suas unidades à ideia da câmara dupla, mas teriam sido aconselhados a desistir porque o conceito deve ser proibido para evitar a proliferação de uma tendência que arriscaria aumentar os custos, e a própria Mercedes teria se adequado antes do início do campeonato.
O dia 1º de junho, então, torna-se um divisor de águas importante na temporada: em Mônaco, além das asas fixas sem aerodinâmica móvel e do mapeamento do motor definido como 'Rev1' que limitará as velocidades máximas antecipando o momento em que o MGU-K começará a perder potência, finalmente haverá uma maneira de resolver o enigma da taxa de compressão.
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