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F1: Fittipaldi faz alerta à Mercedes sobre pressão em Antonelli

Bicampeão destacou a importância do apoio da equipe neste momento da carreira do italiano

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Foto de: Chris Graythen / Getty Images

Andrea Kimi Antonelli tem apenas 19 anos, mas já sabe o que é conviver com a pressão mais extrema que existe no automobilismo. O italiano estreou como 'herdeiro' de Lewis Hamilton e, agora, ele olha para a classificação da Fórmula 1 e vê o próprio nome na liderança,  20 pontos a frente do companheiro de equipe, George Russell

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Antonelli conquistou três vitórias consecutivas, três poles seguidas e um recorde nunca antes visto na história da F1: ninguém havia conseguido encadear suas três primeiras poles e vitórias consecutivas na categoria. O jovem hesitante de 2025, aquele que cometia erros e ainda parecia vários passos atrás de Russell, desapareceu. O de 2026 transmite segurança, convicção e até mesmo agressividade.

Quando você vence na F1, especialmente sendo italiano e pilotando pela Mercedes, tudo muda ao seu redor. A confiança cresce, sim, mas também as expectativas. A imprensa italiana já vive cada fim de semana como se fosse uma mistura entre a Ferrari nos anos dourados e o futebol de uma final de Copa do Mundo. Cada movimento é analisado, cada gesto é ampliado e cada erro ameaça se tornar um drama nacional.

Emerson Fittipaldi sabe perfeitamente o que significa carregar tão jovem o peso de uma equipe histórica, e lançou um aviso muito claro no podcast oficial da F1, Beyond The Grid.

"Uma das coisas mais importantes é ter o apoio da equipe", explicou o bicampeão brasileiro, que se tornou líder da Lotus com apenas 23 anos após a morte de Jochen Rindt. "Se Antonelli tiver o apoio total da Mercedes e de Toto Wolff, ele pode ter sucesso". 

Não é uma reflexão qualquer. Fittipaldi passou por algo semelhante em 1970, quando Colin Chapman o colocou inesperadamente como piloto de referência da Lotus praticamente sem experiência. O brasileiro reconhece que aquela confiança total da equipe foi determinante para sobreviver mentalmente a uma situação tão extrema.

“Quando você é jovem, não tem tanta experiência, e esse apoio tira a pressão. Ajuda muito”, lembrou ele. E provavelmente é aí que reside, neste momento, o maior desafio da Mercedes.

Do outro lado da garagem de Brackley está George Russell, um piloto que sente que esta pode ser sua grande chance. Depois de anos esperando por um carro capaz de disputar regularmente por vitórias e títulos, o britânico se depara com um companheiro adolescente que explodiu antes do previsto e roubou todo o protagonismo.

As últimas corridas deixaram claro que o desempenho entre os dois é extremamente equilibrado e, quando dois acreditam legitimamente que podem ganhar, inevitavelmente, as tensões surgem. E a Mercedes já sabe o que acontece quando uma equipe campeã se divide internamente, com as 'feridas' da era Hamilton-Rosberg ainda muito recentes para ignorar os sinais.

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Toto Wolff, Mercedes

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Toto Wolff, Mercedes

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Assim, as palavras de Fittipaldi também funcionam quase como um aviso indireto.  “Ele precisa sentir que todos ao seu redor o apoiam. Isso elimina uma pressão tremenda", falou. Até porque, a pressão já existe e vai só aumentar.

Antonelli está descobrindo o lado mais perigoso do sucesso: quando você começa a vencer de maneira consistente, o paddock deixa de vê-lo como uma promessa e passa a tratá-lo como um candidato real ao campeonato. E então surge o medo de perder uma oportunidade única.

“Nunca se sabe se essa oportunidade vai voltar”, acrescentou Fittipaldi. “A história da F1 está repleta de pilotos que poderiam ter sido campeões e nunca mais tiveram essa chance". 

Russell FIASCO x Kimi? A maior VIRTUDE de HAMILTON, Bortoleto e GLOBO na F1: C.Fittipaldi SEM FILTRO

Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT:

 

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