F1: Hamilton admite fraqueza da Ferrari contra Mercedes na sprint de Silverstone
Heptacampeão também minimizou as reclamações do gerenciamento de bateria feitas por Leclerc e Verstappen
Lewis Hamilton largou na pole para a corrida sprint do GP da Grã-Bretanha, mas o ritmo forte da Mercedes garantiu a primeira vitória de Andrea Kimi Antonelli em corridas de curta duração na Fórmula 1.
Logo após a sessão, Hamilton conversou com a Sky Sport e admitiu que a Mercedes ainda é superior nas retas e, com uma 'ajudinha' do vento, sua Ferrari teve pouca força para lutar contra as investidas do italiano.
"Foi uma corrida muito, muito difícil para manter a Mercedes atrás de mim. Eu já tinha dito ontem que isso provavelmente aconteceria. Com o vento tão forte hoje, especialmente o vento de frente na reta oposta, ele simplesmente passou voando por mim. Eu estava forçando o máximo que podia".
"Dei absolutamente tudo o que tinha, mas parabéns ao Kimi. Agora temos trabalho a fazer para reduzir essa diferença e conseguir acompanhá-los".
O heptacampeão ainda explicou que a Mercedes é "especialmente rápida até a curva 6" e, por esse motivo, precisou acionar o boost algumas vezes nesses momentos, o que o fazia perder velocidade em outros pontos da pista.
"Mas um dos principais pontos era na saída da Stowe, a curva 15. Você acelera e simplesmente não tem potência. Era exatamente ali que ele estava me alcançando muito".
"Depois ele entrava no modo de ultrapassagem. Quando isso acontecia, eu já não conseguia mais segurá-lo, porque ele tinha uma entrega extra de energia ao longo da volta".
"E eu não conseguia mais manter aquela diferença de um segundo. Assim que perdi isso, já sabia que a ultrapassagem viria", finalizou o britânico.
Falando especificamente sobre as reclamações que foram feitas no início do fim de semana por Max Verstappen e Charles Leclerc - que usaram o simulador para criticar o gerenciamento da bateria e da energia do carro -, Hamilton admitiu que "não foi tão ruim".
"O motor realmente deixa de entregar potência em alguns momentos, e ainda não é o ideal, mas mesmo assim continua sendo legal passar pela [curva] Copse e pela complexa Maggotts e Becketts".
"O motor praticamente 'morre' ali em sétima marcha. Você nem chega a engatar a oitava marcha naquele trecho — ou pelo menos nós não conseguimos. Depois, na reta, ele acelera, mas de repente simplesmente para de puxar e começa a perder força".
"Você quer que o motor continue entregando potência o tempo todo. Acho que é isso que as corridas deveriam proporcionar. Mas, fora isso, é só isso".
RUSSELL VIVO? Saudades de Max X Hamilton, Bortoleto ZICADO, KIMI e suas histórias e + | FELIPE MOTTA
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