F1 - Hamilton: 'Desde que deixei de usar o simulador, estou mais rápido'
Heptacampeão deixou de usar a ferramenta nas últimas semanas e viu melhorias nos resultados na pista
Charles Leclerc confirmou que o simulador o ajudou a entender melhor como lidar com o SF-26, carro da temporada atual da Fórmula 1 utilizado pela Ferrari. Porém, paradoxalmente, seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, compartilhou uma experiência contrária, revelando ter abandonado o simulador após o GP do Canadá, tendo tirado grandes benefícios dessa escolha.
“Tentei durante todo o ano passado. Uso simuladores desde 1997 e podem ser ferramentas realmente poderosas e úteis, mas também podem enganar. Foi o que aconteceu comigo durante 2025 e nos últimos anos na Mercedes. Desde que parei, meu desempenho melhorou notavelmente”, falou o heptacampeão.
Não existe uma verdade absoluta quando se trata de encontrar os últimos décimos de segundo. Na F1 de hoje, toda margem conta e cada piloto constrói a própria sensação com o carro de forma diferente, buscando sempre extrair o máximo possível da máquina que lhes é dada.
Charles Leclerc, Ferrari, Lewis Hamilton, Ferrari
Foto di: James Sutton / LAT Images via Getty Images
"Spa é uma pista que todos adoramos. É um dos circuitos preferidos dos pilotos e acredito que os fãs também gostem muito. Pilotar aqui é simplesmente uma experiência fantástica e, além disso, o clima é sempre uma variável imprevisível. Este é um circuito que nunca deveria sair do calendário, mas dizem-me que passará a ser uma etapa bienal”, disse.
Sobre as expectativas para o fim de semana belga, Hamilton preferiu se manter prudente: “Sabemos que há muitas retas, o que pode nos fazer pensar que será uma pista difícil para nós. É verdade que em Silverstone nosso carro esteve muito melhor do que esperávamos, por isso chegamos aqui sem saber o que esperar, e Spa tem cerca de 50% mais retas em comparação com Silverstone”.
O heptacampeão também falou sobre o nível de competitividade mostrado pela Ferrari na Grã-Bretanha, mantendo uma avaliação realista ao citar uma diferença de "três ou quatro décimos" na última corrida, adicionando que "provavelmente esperamos que [a diferença em Spa] seja até um pouco maior".
“Mas estamos fazendo tudo possível. Estou muito orgulhoso da equipe, pois continuam se empenhando para otimizar o carro. Fazemos pequenas melhorias antes de cada fim de semana. Sempre que encontramos algo, conseguimos dar um pequeno passo em frente", elogiou.
Lewis Hamilton, Ferrari
Foto di: James Sutton / LAT Images via Getty Images
Por fim, Hamilton ainda abordou a final da etapa em Silverstone, atrás do Safety Car. A questão é especialmente delicada para ele devido aos acontecimentos de Abu Dhabi em 2021 e, por isso, o heptacampeão considera que, em situações como o ocorrido na Grã-Bretanha, a melhor solução é acionar uma bandeira vermelha.
“Lembro-me do que aconteceu há alguns anos na Austrália e foi uma das corridas mais bonitas. Claro, se você está na liderança [a bandeira vermelha] não é a situação ideal, mas ao mesmo tempo oferece aos fãs um final realmente emocionante. Terminar um GP atrás do Safety Car é decepcionante. Este é o meu ponto de vista como piloto, mas só posso imaginar como também se sentem os fãs”, concluiu.
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