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F1: "Hamilton tem prioridade" na classificação de Monza, explica Leclerc

Ferrari alterna preferência em sessões classificatórias; na Itália, monegasco acredita que terá de dar vácuo para o heptacampeão

Lewis Hamilton, Charles Leclerc, Ferrari

Famoso pelas longas retas, Monza é um dos circuitos da Fórmula 1 onde conseguir vácuo durante uma volta rápida mais faz diferença, podendo inclusive decidir posições de largada. Nesse cenário, contar com a colaboração do companheiro de equipe é importante e, na Ferrari, a 'hierarquia' da classificação deste fim de semana  já foi definida, com Lewis Hamilton tendo prioridade de escolha sobre Charles Leclerc

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"Sempre tivemos a mesma filosofia durante estes anos. Em um fim de semana Lewis tem prioridade para escolher onde quer começar e no outro é a minha vez. Este final de semana é de Lewis, por isso, suponho que ele irá procurar o vácuo", disse Leclerc nesta quinta-feira, dia de mídia em Monza. 

Esse cenário indica que o monegasco se colocará à frente do carro de Hamilton quando as voltas rápidas começarem. Porém, Leclerc nega que a Ferrari irá, deliberadamente, sacrificar a classificação de um piloto em benefício do outro. 

"Não creio que vamos comprometer a classificação de um pela do outro, mas, evidentemente, se pudermos nos ajudar tentando começar a volta em uma distância ideal entre nós, o faremos", garantiu.

Leclerc terá então de procurar o vácuo atrás de outro carro enquanto Hamilton aproveita o da Ferrari à sua frente. Essa é uma coreografia especialmente delicada em Monza, onde esperar demais na pista também pode se transformar rapidamente em um problema de tráfego.

Ferrari estreia novo motor em Monza

O 'jogo de vácuo' não será o único elemento novo para a Ferrari neste fim de semana. A Scuderia estreará sua segunda evolução da unidade de potência permitida pelo sistema ADUO, depois de a FIA determinar que o motor italiano se encontrava mais de 4% abaixo da referência.

A nova especificação deverá trazer cerca de 15 cavalos de potência. Tanto Leclerc como Hamilton poderão utilizá-la sem serem penalizados, por se tratar da quarta unidade de potência da temporada.

Monza é um dos melhores circuitos possíveis para esse tipo de 'ajuda', mas Leclerc insiste que, com a geração atual de motores, o desempenho não depende simplesmente de ter mais potência. 

"Se não tiver os parâmetros perfeitos do motor para a classificação ou para a corrida, você pode perder três, quatro ou cinco décimos. Antes, se algum parâmetro não fosse exatamente ideal, podia perder alguns milésimos ou um centésimo", compartilhou. 

Essa margem explica também por que razão a Ferrari foi competitiva em cenários onde inicialmente esperava sofrer. Leclerc deu como exemplos Silverstone e Spa, onde admite que chegou com dúvidas depois de estudar os dados do simulador e acabou encontrando um carro muito melhor do que o esperado.

"Em Silverstone e Spa fizemos um trabalho realmente bom colocando todos esses parâmetros no ponto ideal. É isso que vamos tentar fazer aqui", disse. 

Além do motor, a Ferrari conta com novos componentes e elementos específicos para o circuito. Ainda assim, Leclerc não esconde que Monza será muito diferente daquilo que os pilotos conhecem. Para além da gestão energética, há outra transformação ainda mais importante: a Ferrari não chega retirando carga aerodinâmica de forma extrema.

"Antes, chegávamos a Monza e tirávamos praticamente toda a asa que podíamos do carro. Este ano chegamos com uma configuração muito mais parecida com a que utilizamos durante o resto da temporada", explicou.

Monza será TUDO ou NADA! Os BASTIDORES da F1 ATUAL e do PASSADO com PIETRO FITTIPALDI e FELIPE MOTTA

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