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F1: "Hamilton teria vencido mesmo sem o safety car virtual", analisa chefe da Ferrari sobre GP de Barcelona

Britânico se manteve firme a estratégia de três paradas, tendo a última sido feita durante um período de bandeira amarela causada por Fernando Alonso

Chefe da Ferrari na Fórmula 1Fred Vasseur afirmou que Lewis Hamilton teria vencido o GP de Barcelona, mesmo sem o safety car virtual, tamanha era a velocidade do britânico em sua estratégia de três paradas. 

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Antecipando uma alta degradação dos pneus, a Ferrari optou cedo pela estratégia de três paradas com Hamilton, que foi ao box pela primeira vez no final da 11ª volta, para trocar os pneus macios pelos duros. 

Isso forçou a Mercedes a reagir, apesar de a equipe alemã ter mantido a estratégia de duas paradas, antecipando a troca para os pneus duros. Hamilton estava a pouco mais de dois segundos do líder inicial, George Russell, antes de fazer sua segunda parada, desta vez mudando para os pneus médios no final da volta 27. 

Foi com eles que Hamilton demonstrou uma aceleração impressionante, reduzindo drasticamente a diferença em relação a Mercedes: ele chegou a ficar a menos de cinco segundos em apenas nove voltas antes de Russell fazer sua segunda parada. 

Assim que os dois pilotos da Mercedes saíram dos boxes, Hamilton estava 16 segundos à frente, com uma última parada pela frente, mas as coisas mudaram um pouco quando Fernando Alonso saiu da pista na curva 9 com um problema na bateria. A Ferrari aproveitou o safety car virtual (VSC, na sigla em inglês) para fazer o pitstop de Hamilton, que permaneceu à frente de Russell e abriu uma vantagem inatingível.

Vasseur foi questionado se Hamilton teria conseguido repetir a façanha sem o safety car, situação em que ele precisaria ultrapassar pelo menos um dos dois pilotos da Mercedes na pista — e respondeu que, embora a diferença final de 19,5 segundos pudesse ter sido menor, o heptacampeão ainda assim teria conseguido.

“Teríamos vencido a corrida, talvez por uma margem um pouco menor”, confirmou o francês. “Mas também estávamos em uma boa situação com um conjunto de pneus novos nessa fase. Foi positivo para nós, mas não quero fazer o cálculo do que teria acontecido na corrida com isso ou aquilo. Mas acho que já estávamos em uma situação muito boa". 

Kimi Antonelli, Mercedes, Lewis Hamilton, Ferrari, George Russell, Mercedes

Kimi Antonelli, Mercedes, Lewis Hamilton, Ferrari, George Russell, Mercedes

Foto: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

Embora Russell estivesse ganhando terreno sobre Hamilton nas três voltas entre sua segunda parada e o VSC, a diferença havia diminuído a apenas 1,5 s — sugerindo que Hamilton poderia ter preservado a maior parte de sua liderança e mais uma vez reduzido a vantagem da Mercedes

Há a consideração de que Hamilton teria perdido tempo no ar sujo ao tentar ultrapassar a dupla da Mercedes, mas a falta de ritmo de Russell com os pneus duros, mesmo no ar limpo, pode ter sido o fator decisivo para reduzir a diferença na frente.

“Lewis foi o mais rápido de nós depois disso”, observou o chefe da Mercedes, Toto Wolff. “Portanto, mesmo que tivéssemos saído na frente dele, teria sido muito complicado mantê-lo atrás". 

Wolff também sugeriu que a Mercedes talvez precise “recalibrar” a forma como permite que seus dois pilotos disputem entre si sem perder muito tempo. O duelo acirrado entre Russell e Kimi Antonelli permitiu que Hamilton alcançasse a dupla e, em seguida, mantivesse uma boa vantagem sobre eles antes e depois de suas últimas paradas. 

“Agora há um terceiro envolvido na disputa pelo campeonato, tanto na categoria de construtores quanto na de pilotos”, acrescentou ele. "E, nesse sentido, discutimos internamente com os dois pilotos como queremos lidar com a situação em que corremos o risco de atrapalhar um ao outro. Acho que isso não vai ser um problema. Talvez precisemos apenas recalibrar".

KIMI já é GRANDE? Russell em mais um FIASCO, Hamilton FREIA Leclerc, BORTOLETO e + | FELIPE MOTTA

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