F1: Honda admite que Aston Martin pode continuar sofrendo na Áustria; entenda
Diretor de automobilismo destacou os desafios impostos pelo circuito de Spielberg
Depois de todos os problemas do motor Honda no início de 2026 na Fórmula 1, usado pela Aston Martin, as palavras das lideranças da montadora dias antes do GP da Áustria não são muito animadoras.
"O Red Bull Ring fica nas montanhas, a uma grande altitude. Isso implica que o turbocompressor trabalhe mais do que em outros circuitos", advertiu Shintaro Orihara, diretora-geral de pista e chefe de engenharia da divisão de automobilismo da Honda. A pista austríaca fica cerca de 755 metros acima do nível do mar, o que pode afetar a performance das unidades de potência.
"Quando contávamos com o MGU-H tínhamos um impacto na geração de energia neste circuito. No entanto, esse componente já não faz parte do regulamento, o que poderá dificultar o funcionamento correto tanto do turbocompressor como do motor em grandes altitudes. A primeira coisa que faremos no TL1 será verificar o comportamento do turbocompressor e do motor", continuou.
Portanto, desde a sexta-feira, quando o fim de semana do GP da Áustria começar com os treinos livres, será preciso estar atento aos carros de Fernando Alonso e Lance Stroll quanto à confiabilidade, enquanto não se esperam melhorias de desempenho até daqui a quase um mês.
Como a altitude afeta o motor
A preocupação de Orihara existe pois a altitude gera mais trabalho para os componentes do turbo que fazem parte da unidade de potência. No passado, as equipes clientes da Honda aproveitavam a experiência da fabricante japonesa para melhorar o seu turbo, que usava ideias das turbinas do HondaJet, o que era vantajoso pois os motores de avião são feitos para trabalhar em grandes altitudes.
Historicamente, os times sofrem com altitude no Autodromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, mas ela está 2240 metros acima do nível do mar, afetando a densidade do ar, algo que não chega a ser tão evidente na Áustria.
"Além disso", continuou Orihara, "esta semana esperam-se altas temperaturas na pista, e a refrigeração também será um fator importante para ser levado em conta". Nesse sentido, será interessante ver como e em que quantidade irão voltar as entradas de ar nos sidepods do AMR26.
"Outra característica do circuito é o traçado curto. E, apesar do comprimento, ele tem três retas muito longas, representando uma exigência para a unidade de potência. É possível que tenhamos uma desvantagem em relação a outros fabricantes de motores, mas adaptaremos elementos como a nossa estratégia de gestão de energia e a facilidade de condução para otimizar nosso pacote para o fim de semana", concluiu.
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