F1: Honda define data de estreia do novo motor da Aston Martin
Fabricante japonesa planeja aproveitar ao máximo o ADUO e quer reduzir a diferença para as rivais na pista
A Honda já definiu quando terá um motor atualizado para entregar à Aston Martin e tentar reverter a situação ruim em que a equipe se encontra na Fórmula 1, segundo Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da montadora japonesa.
Em comunicado à imprensa antes do GP da Bélgica deste fim de semana, Orihara fez seus comentários e afirmou que haverá "mais duas corridas" até que a unidade de potência seja atualizada.
"Temos mais duas corridas antes de introduzirmos o novo motor. É importante continuarmos aprendendo com esta especificação atual, para que possamos aplicar essas descobertas sobre o gerenciamento de energia em corridas futuras – como em Monza, onde também temos longas retas".
Isso será fundamental para as perspectivas da Aston Martin em meio a um primeiro semestre de temporada desanimador, já que os carros de Silverstone têm disputado apenas com a estreante Cadillac na parte de trás do pelotão. O único ponto de Fernando Alonso foi consequência de um GP de Mônaco cheio de reviravoltas, onde ele estava apenas em 14º a oito voltas do final.
A unidade de potência da Honda foi reconhecida como a mais fraca do grid dentro do novo mecanismo ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), o que significa que ela está recebendo exatamente isso – oportunidades de atualização – e introduzirá essa atualização em Zandvoort após a pausa de verão.
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto: James Sutton / Fórmula 1 / Formula Motorsport Ltd via Getty Images
Enquanto isso, espera-se que os AMR26 enfrentem dificuldades novamente na Bélgica e na Hungria. Alonso e Lance Stroll se classificaram na última fila em ambas as corridas em Silverstone, mais de um segundo atrás do Cadillac líder e a mais de dois segundos do limite de classificação para a Q2.
"[Spa] será um teste para as montadoras em termos de gerenciamento de energia, então precisamos considerar como vamos utilizar a potência do MGU-K nas retas longas", acrescentou Orihara. "A recuperação de energia aqui é bastante limitada, mesmo considerando o comprimento do circuito. Isso dá ainda mais importância a um plano de utilização correto. As retas também exigem muito da unidade de potência em geral – não apenas em termos de desempenho, mas também de confiabilidade".
"Uma incógnita adicional são as condições climáticas instáveis no circuito. Em Silverstone, o tempo permaneceu seco, então Spa pode ser a primeira vez em que teremos condições de pista molhada de verdade em uma sessão. Em termos de clima, tudo pode acontecer aqui".
A Aston Martin tem concentrado abertamente seus recursos no carro de 2027, já que o teto orçamentário e as restrições aos testes aerodinâmicos tornam improvável que a equipe consiga alcançar o meio do pelotão este ano.
MARC REINA e AMEAÇA Aprilia! OGURA 2°, Martín 'COM MEDO' e LESÃO de Bezzecchi. DIOGO BEM: vai à HRC?
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