F1: Ímola desponta como favorita em caso de cancelamento de Catar e Abu Dhabi
Situação no Oriente Médio ainda não está estável e a categoria precisa tomar uma decisão sobre o fechamento do campeonato
As tensões no Oriente Médio continuam sem data para terminar e a Fórmula 1 precisa tomar uma decisão logo sobre o fim do campeonato no Catar e Abu Dhabi. Existe uma possibilidade que está ganhando força e o martelo deve ser batido até o dia 15 de setembro.
A ideia mais forte, no momento, na mesa é que o GP do Catar, que acontece no dia 29 de novembro, não será um evento sediado pelo traçado de Lusail, mas sim no circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália.
A decisão deve ser tomada até o dia 15 de setembro, entre o GP da Espanha no Madring e a corrida no Azerbaijão. No entanto, as discussões ainda dependem da 'desistência' das autoridades do Catar e de Abu Dhabi, já que ainda não foi alcançado um acordo definitivo entre os Estados Unidos e o Irã sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
O tempo está se esgotando e as margens organizacionais para tomar decisões já chegaram quase a zero. Stefano Domenicali está se esforçando ao máximo para encontrar um final digno para o campeonato de 2026, e não se pode descartar que a corrida do Catar (ou a de Abu Dhabi) seja transferida para Ímola.
Vale lembrar que já há um precedente no calendário. A corrida do Bahrein foi remarcada, mantendo seu nome original, mas acontecendo no circuito de Sepang, na Malásia.
Ímola, portanto, poderia receber de volta a corrida cancelada em 2023 devido à enchente que assolou a Emília-Romanha, contando com uma espécie de 'milagre': a corrida, de fato, seria realizada graças ao orçamento que seria disponibilizado pelo Catar.
Sendo assim, toda a campanha de promoção, de fato, seria conduzida pelo organizador do país do Golfo Pérsico, enquanto a gestão da corrida seria confiada à ACI e à Formula Imola, ou seja, a empresa responsável pelo Autódromo Enzo e Dino Ferrari.
Autódromo Enzo e Dino Ferrari de Imola
Foto de: Franco Nugnes
Nesse caso, portanto, as receitas dos patrocinadores e da venda de ingressos para as arquibancadas iriam para o promotor do Oriente Médio, enquanto Ímola receberia o reembolso dos custos de organização da corrida.
E, provavelmente, no final, todos ficariam satisfeitos: o Catar (assim como o Bahrein) manteria a titularidade de seu GP no calendário, enquanto a Liberty Media garantiria a realização de 22 corridas na temporada, evitando o risco de ter que pagar pesadas multas às emissoras que detêm os direitos de transmissão da F1, já que os acordos assinados preveem vinte e duas etapas.
Por enquanto, o projeto permanece em segredo e ninguém fala sobre ele oficialmente, pois a esperança é que Donald Trump, presidente dos EUA, encontre a solução definitiva para encerrar o conflito com o Irã.
As equipes, sem dar a mínima, obviamente já reservaram hotéis na região de Ímola. Sobre o circuito Enzo e Dino Ferrari, porém, paira uma grande incerteza: no final de novembro, há o risco de tempo ruim. O receio não seria tanto o frio ou a chuva, mas sim a neblina: os helicópteros que garantem a segurança na pista não poderiam voar, paralisando as atividades.
Levando em conta que os dias vão ficando mais curtos, se o GP do Catar fosse disputado na Emília-Romanha, o cronograma do evento seria revisto, com o antecipação das classificações e da corrida para evitar qualquer risco de escurecer.
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