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F1 - Leclerc destaca ponto fraco da Ferrari: “Sabemos onde precisamos melhorar o carro”

GP da Holanda será um desafio para a Scuderia, mas o monegasco vê menos dificuldades do que nos anos anteriores

Charles Leclerc chegou a Zandvoort com otimismo para a retomada da Fórmula 1 após a pausa de Agosto. Na Ferrari, há a consciência de que a equipe seguiu um rumo bem definido, tanto no pacote de atualizações quanto na identificação das áreas que exigem trabalho. No entanto, o monegasco apontou qual é o 'calcanhar de Aquiles' de Maranello.

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“É verdade, historicamente essa não tem sido uma pista particularmente favorável para nós”, explicou Leclerc. “Mas esses carros são tão diferentes em relação ao passado que acredito que possam mudar um pouco o equilíbrio das forças na competição".

"Além disso, Zandvoort é um circuito bastante técnico e, neste ano, normalmente, as pistas desse tipo têm sido um pouco mais favoráveis para nós. Estou otimista, embora tenhamos que esperar para ver.”

A confiança do piloto vem da convicção de que a Ferrari compreendeu as dificuldades das edições anteriores. “Entendemos bem por que, no passado, enfrentávamos dificuldades nesta pista com as gerações anteriores de carros. Tenho a impressão de que, este ano, não teremos os mesmos problemas e espero estar certo".

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images

A Ferrari chega à segunda metade da temporada com um programa de desenvolvimento definido. Sem detalhar as atualizações, o monegasco indicou o principal  'calcanhar de Aquiles' do SF-26.

“Ainda há muitas coisas que queremos melhorar e está muito claro quais foram nossos principais limites na primeira parte da temporada", continuou. "Obviamente, o motor e, de modo geral, a potência que temos atualmente em comparação com as unidades de potência da Mercedes e da Red Bull são a área em que mais apresentamos deficiências".

"É nisso que se concentra nosso trabalho. Há uma equipe trabalhando no motor, assim como outras dedicadas ao chassi e à aerodinâmica: todas estão conduzindo programas diferentes. Mas o plano geral está bem definido, sabemos para onde queremos chegar".

Outro fator de otimismo para Leclerc é a correlação entre os dados da fábrica e a pista. “Não acho que, na primeira metade da temporada, tenhamos tido surpresas particularmente negativas. Com as gerações anteriores de carros, principalmente pelo fato de os carros encostarem muito no asfalto, era difícil obter na pista o que víamos no túnel de vento".

"Este ano não tivemos esse problema, e isso é um aspecto muito positivo para o desenvolvimento e para tudo o que queremos implementar no carro. Não posso entrar em detalhes, mas certamente temos um plano muito claro".

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images

Leclerc elogiou a postura de Maranello no projeto. “Foi impressionante. Acho que este ano tivemos uma abordagem muito mais agressiva em relação aos outros, sobretudo no que diz respeito à inovação. É um sinal muito positivo: demonstra que estamos buscando novas soluções dentro do regulamento".

"O programa de atualizações também foi muito agressivo, e a equipe de produção fez um trabalho incrível na primeira metade da temporada, trabalhando sem parar para que pudéssemos ter os novos componentes o mais rápido possível".

"Em um ano como este, isso faz uma grande diferença, pois ainda estamos nas primeiras fases do desenvolvimento e cada atualização pode ter um impacto importante.”

Por fim, Charles destacou a necessidade de execução perfeita nos finais de semana para evitar a perda de pontos:“Este ano, a execução é mais importante do que nunca. Até mesmo um pequeno erro no planejamento ou na gestão do fim de semana pode ter consequências enormes: precisamos ser perfeitos".

"Analisando a primeira metade da temporada, vimos quantos pontos foram perdidos por todas as equipes. Esses carros são muito complexos de otimizar e, para nós, esse será certamente um dos principais pontos de atenção na segunda metade do ano".

“Temos uma visão muito clara de onde estamos, do que podemos fazer para melhorar e quais são nossos pontos fracos em relação à Mercedes. Nos últimos meses, trabalhamos muito bem. Acredito que a primeira parte da temporada tenha sido positiva, mas também conheço o programa dos próximos meses e sei o que está por vir. E é isso que me deixa otimista", concluiu.

AULA de HELINHO: Tetra da Indy500, RIVALIDADES, o FLERTE com a F1 via Toyota, BORTOLETO e MUITO MAIS

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