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F1: Leclerc não espera grande impacto da mudança da FIA na classificação do Japão

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), órgão regulador da Fórmula 1, decidiu reduzir a quantidade de energia que os pilotos podem recuperar durante a volta de classificação de 9 para 8 megajoules, com o objetivo de diminuir o chamado superclipping em Suzuka, onde é mais difícil recuperar energia.

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Até aqui, a Ferrari parecia estar em desvantagem em relação à Mercedes, principalmente na classificação, mas Charles Leclerc não espera que a medida da FIA tenha grande influência no equilíbrio de forças. “Não acho que isso vá mudar o jogo”, afirmou durante o dia de mídia do GP do Japão.

“Vai continuar bastante semelhante. Para o piloto, talvez seja um pouco mais agradável, com um pouco menos de lift and coast, e isso, por si só, é uma coisa boa. Mas, em termos de desempenho, não espero grandes diferenças neste fim de semana", continuou. 

“Acho que ainda são necessários alguns ajustes para a classificação, para garantir que possamos dar o máximo, independentemente do limite do carro”, opina ele. “Nos dois primeiros finais de semana, a classificação girou principalmente em torno de gerenciar tudo, em vez de dar tudo de si como estávamos acostumados a fazer no Q3 no ano passado. Portanto, ainda é preciso fazer alguns ajustes finos”.

Um bom exemplo é uma volta que Leclerc fez na classificação sprint na China. Um pequeno lift and coast ao sair da nona curva custou-lhe muito tempo mais tarde.

“Alterou toda a distribuição de energia. Na reta, acabei perdendo meio segundo. Na verdade, é um pouco absurdo perder meio segundo por causa de um levantamento tão mínimo. Fiquei muito frustrado. Aquele levantamento foi, acho, de dois ou três por cento, o que não é nada, já está na vibração do seu pé. Eu já tinha passado por isso durante os testes, então sabia que poderia acontecer. Mas quando acontece, é extremamente frustrante, especialmente no Q3", explicou. 

Diferença com a Mercedes “não é tão pequena” quanto pensam

A Ferrari começou a temporada com dois pódios, mas Leclerc vê que a distância em relação a Mercedes ainda é considerável. “Estamos indo bem, mas é claro que queremos vencer. No momento, isso parece difícil, pois a Mercedes está em um nível muito alto", disse. Segundo ele, a diferença ainda é de alguns décimos por volta.

“A diferença não é tão pequena quanto as pessoas talvez pensem. É claro que vimos muitos duelos entre nós nas primeiras corridas, o que por si só é bom. Mas assim que você não consegue se sair tão bem com esses carros, perde imediatamente muito tempo de volta. Nossa única chance de acompanhar é pressioná-los nas primeiras voltas", falou. 

"Porém, assim que eles têm pista livre, mostram sua verdadeira velocidade. Acho que essa diferença de quatro a cinco décimos, que vimos nas duas primeiras corridas, ainda existe. Portanto, eles ainda têm uma vantagem significativa, mas tudo bem, isso não me desanima", acrescentou. 

O piloto da Ferrari destaca que a disputa pelo título será determinada principalmente pela corrida de desenvolvimento ao longo da temporada. “Todos estão trabalhando duro nas atualizações, nós também. Certamente teremos novas peças em breve, mas não sei se isso vai fazer a diferença. A concorrência, é claro, também não fica parada", concluiu. 

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