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Equipe de Brackley utilizou um novo 'truque' durante o fim de semana do GP da Grã-Bretanha

Lando Norris, McLaren

Foto de: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images

A McLaren foi pega de surpresa pela Mercedes mais uma vez na temporada 2026 da Fórmula 1. Desta vez, o time de Woking revelou que não tinha conhecimento sobre o novo 'truque' utilizado pela equipe das 'Flechas de Prata' durante o GP da Grã-Bretanha realizado fim de semana. 

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Em entrevista ao site inglês The Race, Oscar Piastri e Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, revelaram que não estavam cientes do que a Mercedes estava fazendo - e que foi possível de ser avaliado pela telemetria de Kimi Antonelli após a classificação em Silverstone. 

"Eu nem sabia que eles faziam isso. O que, provavelmente, diz muito", rebateu o australiano. 

"Nos supreendeu um pouco porque não é algo que tenhamos discutido. Não tenho certeza se isso está disponível para nós porque, provavelmente, são necessários alguns elementos adicionais para usar a unidade de potência", pontuou Stella.

“Como eu disse antes, definitivamente há conversas em andamento com a HPP [High Performance Powertrains] da Mercedes em nível técnico para garantir que usemos o que está disponível nesta unidade de potência, que é brilhante. É realmente uma tecnologia fantástica.”

Entenda o 'truque'

Nas primeiras corridas da temporada, a equipe de Brackley encontrou uma forma de extrair mais desempenho na reta final das voltas de classificação. Normalmente, conforme a carga de bateria vai acabando, o regulamento exige que a potência elétrica seja reduzida de forma gradual, evitando uma queda brusca de desempenho. 

A Mercedes, porém, descobriu uma brecha no regulamento que lhe permitia adiar essa redução. Em vez de diminuir a potência aos poucos, a equipe conseguia manter o máximo permitido, de 350 kW, por mais tempo. Com isso, o carro tinha um ganho temporário de cerca de 50 kW a 100 kW em relação aos rivais, que já estavam reduzindo a assistência elétrica naquele trecho da volta.

O artifício era possível porque o regulamento dispensava essa redução gradual caso o MGU-K fosse desligado. Assim, as 'Flechas de Prata' e Red Bull mantinham a potência máxima até o último momento e só então acionavam o chamado modo de "deslocamento contínuo", aproveitando a energia disponível da forma mais eficiente possível.

O problema é que essa estratégia exigia que o MGU-K permanecesse desligado pelos 60 segundos previstos no regulamento. Para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) isso representava um risco de segurança, já que os carros poderiam perder muita velocidade na pista ou até parar completamente.

Diante dessa preocupação, a entidade fechou a brecha após o GP do Japão, no fim de março. Desde então, o desligamento do MGU-K só é permitido em casos de emergência reais, acabando com o artifício usado pelas duas equipes.

O traçado do GP da Grã-Bretanha favorece essa tática porque a distância entre a última curva e a linha de chegada é muito curta. Assim, os pilotos conseguem manter a potência máxima de 350 kW praticamente até o fim da volta rápida e aliviam o acelerador pouco antes de a bateria se esgotar.

Ao fazer isso, eles evitam que o sistema precise reduzir a potência elétrica de forma gradual na reta final, como normalmente acontece. O resultado é que o carro mantém o desempenho máximo por mais tempo justamente no trecho decisivo da classificação.

Fontes da FIA confirmaram ao The Race que a estratégia está totalmente dentro das regras e não representa a mesma brecha que havia sido proibida no início da temporada.

RUSSELL VIVO? Saudades de Max X Hamilton, Bortoleto ZICADO, KIMI e suas histórias e + | FELIPE MOTTA

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