F1: McLaren está confiante que problemas da China não irão se repetir no GP do Japão
Andrea Stella voltou a destacar que questões já foram identificadas e solucionadas, ressaltando ainda ter "100% de confiança" nas medidas de correção feitas no motor Mercedes
No que diz respeito à defesa do título da Fórmula 1, a temporada de 2026 da McLaren tem sido, até agora, quase catastrófica: Oscar Piastri ainda não disputou nenhum GP e Lando Norris nem sequer chegou ao grid na China.
Estatisticamente, Xangai foi a primeira vez que nenhum dos dois carros da McLaren largou desde o GP dos EUA de 2005, em Indianápolis, onde se juntou às outras equipes com pneus fornecidos pela Michelin ao desistir após a volta de apresentação. Antes disso, é preciso voltar até 1966, quando a equipe lutava para conseguir motores competitivos para sua temporada de estreia na F1.
Em 1966, Bruce McLaren recorreu, sem sucesso, ao V12 de 3 litros da pequena fabricante italiana Serenissima quando seu projeto de reduzir o V8 da Ford, vencedor da Indy 500, não conseguiu oferecer potência e confiabilidade. O motor da Serenissima também acabou deixando a desejar nesses aspectos, apesar de o padre local da cidade de Sasso Marconi ter abençoado cada bloco, um por um, enquanto eram carregados no caminhão da McLaren.
Em 2026, o chefe da equipe, Andrea Stella, está depositando sua fé na Mercedes-Benz High Performance Powertrains (HPP) em vez de no divino.
“A China foi definitivamente um evento desafiador e frustrante para nós”, disse Stella antes do GP do Japão. “Dois carros não poderem participar de um GP é uma situação bastante excepcional. Entendemos a origem do problema".
"Nos dois casos, [o problema] estava relacionado à parte elétrica da unidade de potência. Tivemos falhas na bateria, mas falhas diferentes, praticamente na mesma altura do fim de semana, e, nesse sentido, é bastante excepcional. Trabalhamos em conjunto com a HPP para investigar o problema. Confiamos 100% que a HPP implementou as medidas corretivas", acrescentou.
O carro de Norris não conseguiu sair da garagem para o GP da China
Foto: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
Embora as falhas nas baterias fossem de naturezas diferentes, a do carro de Piastri era recuperável, enquanto a de Norris sofreu danos permanentes. Entende-se que um problema de software, que a McLaren inicialmente tentou resolver na garagem trocando a ECU, deixou a bateria de Norris irreparável, enquanto o problema de Piastri estava em um componente auxiliar acoplado à bateria.
“A HPP tem padrões muito elevados”, continuou Stella. “Quando eles têm informações a processar a partir de uma falha, com certeza irão executar e implementar todos os aprendizados, adaptações e ações necessárias para evitar que isso se repita. Portanto, estamos definitivamente ansiosos por ter aqui, eu diria, um fim de semana normal, como não tivemos a chance de ter na China e, até certo ponto, nem mesmo na Austrália, com Oscar rodando na volta de ida para o grid".
"Estamos ansiosos como equipe e, acima de tudo, ansiosos pelo Oscar, que não conseguiu dar uma volta em uma corrida nesta temporada. Queremos quebrar essa tendência e estar lá", finalizou.
Se tudo mais falhar, ele sempre pode ligar para um padre…
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