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F1: McLaren explica por que não utilizará nova asa dianteira no Canadá

Equipe britânica levou segunda parte de um grande pacote de atualizações para Montreal, mas voltou atrás em partes do MCL40

McLaren tech detail

Lando Norris e Oscar Piastri não se sentiram confortáveis com a nova asa dianteira da McLaren no treino único de Montreal, o que levou a equipe a voltar à especificação anterior no GP do  Canadá de Fórmula 1.

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A McLaren apresentou a segunda fase de seu grande pacote de atualizações de Miami em Montreal. Inicialmente, esperava-se que essa segunda fase se concentrasse principalmente em uma nova asa dianteira, embora a equipe já tivesse indicado na Flórida que envolveria um pouco mais do que isso.

Isso foi confirmado nos documentos técnicos apresentados à FIA na sexta-feira (22), que, entre outros componentes, listavam uma nova cobertura do motor, carenagens revisadas da suspensão traseira e alterações nas bordas do assoalho.

A nova asa dianteira continuou sendo a principal atualização para este fim de semana, mas a McLaren optou por deixá-la temporariamente de lado. Norris começou a única sessão de treinos do fim de semana do GP do Canadá com a nova especificação, enquanto Piastri inicialmente utilizou a versão anterior.

O australiano mudou para a nova asa mais tarde, mas a McLaren explicou que nenhum dos pilotos se sentiu confortável com ela. Como resultado, a equipe voltou à especificação usada nas corridas anteriores, o que significa que Norris e Piastri também a usarão na corrida sprint devido às condições de parque fechado.

“Estávamos preocupados em ficar fora do ritmo, e eu não tinha muita confiança no carro”, disse Norris após a classificação para a corrida sprint. “Mas fizemos algumas mudanças que representaram um claro avanço".

“Voltamos à especificação anterior da asa dianteira para a Quali Sprint, o que me deu um pouco mais de confiança".

Piastri chegou a uma conclusão semelhante após garantir a segunda fila do grid para a McLaren.

“Era um pacote grande para entregar, e ainda temos mais trabalho a fazer na asa dianteira – acabamos usando a versão mais antiga na classificação para a corrida  sprint, pois nos sentimos mais confortáveis com ela".

Tanto os pilotos quanto o diretor técnico de engenharia, Neil Houldey, enfatizaram que o restante do pacote está proporcionando os ganhos esperados, mas que a asa dianteira pode exigir trabalho adicional.

“Fizemos um grande progresso nas últimas corridas. A atualização em Miami teve um grande efeito na redução da diferença para a frente, e as novas peças que trouxemos para cá parecem ter ajudado a diminuir essa diferença um pouco mais”, concluiu Houldey.

“Dito isso, voltamos a usar a especificação antiga da asa dianteira após o TL1 desta manhã. Descobrimos durante a sessão que a asa dianteira não estava rendendo exatamente o que esperávamos e, por fim, decidimos usar a especificação anterior da asa dianteira, o que deu mais confiança aos pilotos e permitiu que eles extraíssem mais desempenho".

Embora a McLaren reconheça que são necessárias mais investigações para entender por que a nova asa dianteira ainda não entregou o que era esperado, permanece a questão de quanto disso é específico do circuito.

Atacar as zebras é um fator crucial no Circuito Gilles Villeneuve, e os pilotos precisam de confiança para fazê-lo — algo que faltava com a asa dianteira atualizada. Barcelona será a próxima pista representativa, permitindo uma avaliação mais precisa da atualização da asa dianteira.

Dudu BARRICHELLO analisa VERSTAPPEN no endurance, F1 pré-Canadá, BORTOLETO, HAMILTON e mais

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