F1: Mercedes admite ter motor mais potente, Red Bull endossa e ADUO volta ao centro das atenções
Chefe da Mercedes reconhece superioridade da unidade de potência da equipe; Red Bull pressiona FIA por transparência nos novos dados de desempenho antes da decisão em Budapeste
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, admitiu que as 'Flechas de Prata' possuem a unidade de potência mais forte da Fórmula 1, despertando o interesse da Red Bull, à medida em que o monitoramento do ADUO volta ao centro das atenções.
O ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) se tornou um dos temas mais polêmicos da nova era da F1 quando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) revelou que a Red Bull-Ford Powertrains tinha a unidade de potência referência no grid e não a Mercedes.
Contudo, uma reviravolta surgiu após o GP da Bélgica, quando Wolff admitiu que a equipe de Brackley tem o motor mais forte: "Tivemos um problema em todos os motores Mercedes, faltava potência nas retas e isso prejudicou muito ele [George Russell]. A culpa é 100% nossa", disse Toto à Sky Sports sobre o problema enfretado por Russell em Spa.
"Estamoos dando o nosso melhor como equipe, temos a unidade de potência mais potente, temos um carro forte e capaz de vencer. Todos dão o máximo para minimizar os erros e, mesmo, isso acontece porque somos humanos".
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Charles Leclerc, Ferrari, Max Verstappen, Red Bull Racing
Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images
Ao ser informado sobre a admissão de Wolff, Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, concordou plenamente: "Toto está certo. Também acho que eles têm a unidade de potência mais potente", destacou Mekies após o GP da Bélgica. "E, certamente, eles tiveram uma vantagem considerável nas retas novamente".
O primeiro 'período' do ADUO viu os motores Red Bull-Ford no topo da classificação (vale destacar que o cálculo é feito com base apenas nos motores de combustão interna), com a Mercedes ficando atrás em 2 a 4% e Ferrari, Audi e Honda com atraso superior a 4%.
O segundo período de análise começou no GP de Mônaco e termina no GP da Hungria, na próxima semana. Teoricamente, os resultados deveriam ser divulgados em até duas semanas após esse prazo, contudo, o relatório do primeiro período ainda não foi publicado oficialmente, em razão da investigação envolvendo a Red Bull.
Por isso, todas as atenções se voltam para a FIA após a etapa húngara. Além da expectativa pelos dados do segundo período, o paddock aguarda para saber se haverá mudanças que coloquem a Mercedes à frente. Caso isso ocorra, a unidade de potência da Red Bull precisaria estar pelo menos 2% atrás da equipe de Brackley para se qualificar às oportunidades de atualização.
Reportagem adicional de Ronald Vording
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