F1: Mercedes "ainda está lutando" para entender problemas de energia no carro de Russell
Mudanças no estilo de pilotagem não resolveram totalmente as questões do monoposto #63
A Mercedes ainda está tentando descobrir por que George Russell teve problemas de entrega de energia no GP da Bélgica de Fórmula 1, apesar de o britânico ter ajustado seu estilo de pilotagem após continuar perdendo tempo para seu companheiro de equipe nas retas.
O box de Russell na garagem da Mercedes tem ficado intrigado com a falta de entrega de energia e, consequentemente, de velocidade máxima em circuitos sensíveis à potência, algo que já havia se manifestado em Silverstone, mas que também foi um fator importante em Spa. Na Bélgica, houve um claro déficit de velocidade máxima entre Ro britânico e Kimi Antonelli durante os treinos e, em menor medida, na classificação, com o italiano na pole e Russell em quarto.
Quando questionado pelo Motorsport.com sobre o quão impotente se sentiu após a classificação, Russell respondeu: "Todo meu foco nas últimas 36 horas foi na velocidade em retas. Não foi no acerto, nos pneus ou em qualquer outra coisa, porque todos estamos tentando resolver o que está acontecendo".
"Mesmo na minha última volta, por algum motivo perdi mais um décimo e meio para mim mesmo, só na reta. Você fica olhando no volante, simplesmente perdendo velocidade quando está com o acelerador totalmente pressionado na reta. Você se sente impotente. Não sabemos o que está acontecendo e, para ser sincero, não acho que seja a unidade de potência, mas há algo nos desacelerando nas retas", acrescentou.
Hamstrung by an empty battery, George Russell immediately came under pressure from the two Ferraris at the start
Photo by: Alex Bierens de Haan / LAT Images via Getty Images
A classificação em Spa foi ainda mais frustrante porque Russell esperava remediar o problema adaptando seu estilo de pilotagem e a forma como usa o acelerador, que foi o resultado da investigação da Mercedes após Silverstone.
Diretor técnico adjunto da Mercedes, Simone Resta diz que a equipe de Brackley "ainda está lutando para entender cada fator" no déficit de entrega de energia de Russell, depois que o trabalho do britânico para adaptar seu estilo de pilotagem não eliminou totalmente o problema.
"Tivemos alguns problemas com a entrega [de energia] no carro de George que realmente precisamos entender e resolver antes do próximo evento," explicou Resta. "Tudo isso começou em Silverstone, onde começamos a ver algumas diferenças de entrega entre nossos dois carros".
"Temos feito muitas análises e chegamos à conclusão de que um dos principais fatores estava relacionado a uma diferença no estilo de pilotagem entre os dois carros. George estudou bastante isso e conseguiu mudar e se adaptar para Spa, mas ainda assim podemos ver alguma diferença na entrega entre esses dois carros", continuou.
Contact with Lewis Hamilton ended George Russell's race on lap 1.
Photo by: John Thys / AFP via Getty Images
"Estamos trabalhando com um conjunto totalmente novo de regulamentos. Estamos apenas na 10ª corrida sob ele e ainda estamos lutando para entender cada fator. Não somos os únicos nessa condição, porque podemos ver que muitas equipes ainda estão aprendendo e se adaptando, então faremos o nosso melhor para realmente descobrir qual é a principal razão dessa diferença e estar mais bem preparados para a Hungria", acrescentou.
Sem relação com a questão do estilo de pilotagem, os dois carros da Mercedes também sofreram uma largada ruim em Spa depois de ficarem sem energia elétrica na Reta Kemmel, o que custou especialmente caro a Russell, que foi engolido pelas Ferraris que vinham atrás. Isso acabou contribuindo para o contato com Lewis Hamilton na Curva 5, que tirou Russell da corrida.
Resta confirmou que uma falha de software levou os dois carros a atingirem o limite de recuperação de energia ao sair da Curva 1, deixando-os sem energia para usar na reta seguinte.
"Essencialmente, tivemos um problema de software em ambos os carros, o que basicamente significou que atingimos o limite de recuperação na Curva 1. Basicamente, tivemos um problema de impulso em ambos os carros da Curva 1 à Curva 5. Isso afetou tanto George quanto Kimi e vimos os dois perderem posições depois de uma boa largada", concluiu.
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