F1: Mercedes aponta erro de cálculo que prejudica McLaren em 2026
Equipe de Brackley defende que os britânicos deveriam ter repensado a logística e o orçamento para a temporada
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
Desde o início de 2026 da Fórmula 1, a McLaren está questionando por que seus carros não têm resultados mais parecidos com os da Mercedes, uma vez que usam os mesmos motores. Enquanto a equipe de Woking acredita que não tem todas as informações, a HPP (High Performance Powertrains) discorda.
Recentemente, a McLaren confirmou em entrevista ao The Race que uma das grandes falhas de seu atual carro estava na relação entre as marchas. O time teria optado por marchas mais curtas, baseadas nos dados que foram compartilhados no início da temporada, mas isso se provou não ser uma vantagem com o motor que foi entregue.
No entanto, para Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, essa não é uma justificativa válida. Na verdade, ele acredita que o time alemão simplesmente seguiu uma logística diferente e os gastos foram uma vantagem.
"Tudo está nas regras e tudo está no contrato. Acho que a McLaren e as outras equipes clientes, Alpine e Williams, são ótimas parceiras e, com razão, são exigentes", começou Lord.
"Onde talvez tenha havido, inevitavelmente, percepções de diferença — ou onde eles [os clientes] sentiram que estavam potencialmente um passo atrás — foi em muitas das ferramentas de simulação: a capacidade de prever o comportamento da unidade de potência e do chassi, e coisas do tipo".
"E grande parte desse conjunto de ferramentas foi desenvolvida não apenas em Brixworth, mas em conjunto com a equipe de chassi da MGP [equipe Mercedes de F1] e a HPP em Brixworth. E, obviamente, o regulamento técnico é muito claro em relação a qual PI [propriedade intelectual] da equipe de chassi pode ou não ser compartilhada entre as equipes".
Lando Norris, McLaren, George Russell, Mercedes
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
"Então, em alguns casos, é preciso desfazer ou adaptar certas coisas antes que os elementos possam ser repassados às equipes clientes — ou as próprias equipes clientes precisam trabalhar e investir recursos do seu próprio teto de gastos para desenvolver as ferramentas necessárias para extrair o máximo do potencial da unidade de potência".
Ou seja, a Mercedes acredita que a McLaren não soube onde investir corretamente seu dinheiro e deveria ter adaptado as marchas assim que notou as dificuldades. No entanto, a F1 só permite que uma modificação seja feita ao longo de uma temporada e ela torna-se definitiva - sendo assim, o MCL40 teria que ficar com a atualização até o fim da temporada.
"No período que antecede uma corrida, recebemos informações da HPP, mas há tomadas de decisão e evoluções das quais não fazemos parte. Quando descobrimos o que temos em mãos, muitas vezes não há muito tempo para reagir e responder — portanto, parte do que estamos tentando fazer este ano é construir e aprimorar nosso processo para que isso seja menos uma limitação".
"Como uma atividade normal, a HPP faz simulações, chega a uma configuração para um evento específico e uma determinada sessão, e apresenta uma infinidade de opções diferentes sobre a melhor forma de utilizar a energia ao longo da volta".
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