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F1 - Mercedes cobra transparência da FIA em relação ao ADUO: "Equipes devem recuperar o atraso, não ultrapassar"

Toto Wolff, chefe de equipe das Flechas de Prata, deixou claro a posição do time de Brackley diante da novidade introduzida em 2026

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Foto de: Mark Thompson / Getty Images

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou que ficaria "decepcionado" se o ADUO introduzido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afetar o equilíbrio competitivo na Fórmula 1.

Leia também:

Para evitar que em 2026 se repita o que aconteceu em 2014, a FIA incluiu uma medida de segurança no atual regulamento de motores: o ADUO ou Oportunidades Adicionais de Projeto e Atualização

A ideia inicial era mediar a potência pura do motor de combustão interna (ICE) a cada seis corridas (1–6, 7–12, 13–18 e 19–24). As fabricantes que estiverem entre 2% e 4% abaixo da unidade de potência à combustão de referência receberão uma oportunidade adicional de atualizações. Aquelas que apresentarem um déficit superior a 4% poderão contar com duas. 

“Qualquer decisão pode ter um grande impacto no campeonato”

O chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, expressou sua opinião em relação a este formato, enfatizando que total transparência e precisão por parte da FIA são essenciais. 

“O princípio da ADUO era permitir que as equipes que estavam em desvantagem, em termos de unidade de potência, recuperassem o atraso, mas não que ultrapassassem as demais”, disse Wolff à mídia, incluindo o Motorsport.com.

“E precisa ficar muito claro que, quaisquer que sejam as decisões tomadas, seja qual for a equipe a receber um ADUO, se não for feita com precisão, clareza e transparência absolutas, tal decisão pode ter um grande impacto no panorama de desempenho e no campeonato. Tem de ficar claro que não há lugar para manobras desleais aqui. A FIA deve agir com o espírito certo ao aplicar um ADUO.”

Toto Wolff, Mercedes

Toto Wolff, Mercedes

Foto: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

Segundo Wolff, o objetivo principal deve ser ajudar os fabricantes em dificuldades e, na sua opinião, apenas a Honda se enquadra atualmente nessa descrição.

“É claro que as equipes terão seus próprios dados de desempenho. E, pelo que me parece, há um fabricante de motores que está com problemas e precisamos ajudar. Todos os outros estão praticamente no mesmo patamar. Ficaria muito surpreso e desapontado se as decisões do ADUO acabassem interferindo na hierarquia competitiva tal como ela se apresenta no momento.”

A Ferrari se qualifica para o ADUO ou não?

Naturalmente, a atenção se volta para a Ferrari, já que a equipe italiana surge, até o momento, como a adversária mais próxima da Mercedes no grid. 

O chefe de equipe da Scuderia, Frederic Vasseur, não escondeu o fato de que o ADUO poderia ser uma forma do seu time obter ganhos adicionais no motor, como ele mesmo afirmou em Changai: “A adição do ADUO será uma oportunidade para nós diminuirmos a diferença.”

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto: Ferrari

No entanto, é complicado saber se o déficit da Ferrari é justificável para se encaixar no ADUO. Os rivais argumentam que a própria equipe italiana fez certas escolhas estratégicas, incluindo o uso de um turbo menor. Embora isso possa oferecer vantagens na largada, o quanto isso impacta verdadeiramente no ICE?

Wolff alega que não está necessariamente alarmado com esse ponto em específico, mas enfatiza que o recurso deve ser usado conforme foi planejado originalmente. 

“Eu não diria que estou preocupado. Acho que todos estamos acompanhando como as decisões estão sendo tomadas. Temos dados precisos de nossas próprias análises sobre o desempenho dos motores dos nossos concorrentes e o nosso."

“Nesse sentido, acho que a FIA está analisando os mesmos dados e espero sinceramente que continuem a se ver como defensores da integridade do esporte. Porque não se quer permitir um ADUO para uma equipe que, de repente, ultrapasse outra. O [sistema] ADUO sempre foi concebido como um mecanismo de recuperação e não como um mecanismo de ultrapassagem.”

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