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F1 - Mercedes critica possível mudança de hierarquia pelo ADUO: “Não há espaço para artimanhas”

Na opinião de Toto Wolff, apenas uma fabricante de motores precisa realmente de oportunidades adicionais de atualização

Toto Wolff, Mercedes

Foto de: Artur Widak / NurPhoto via Getty Images

Para evitar que se repita o que aconteceu em 2014, a FIA incluiu uma medida de segurança no regulamento de 2026 das unidades de potência: as Oportunidades Adicionais de Desenvolvimentos e Atualizações, ou ADUO. No entanto, Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirma que ficaria “decepcionado” se uma decisão da Federação sobre o mecanismo viesse a afetar o equilíbrio competitivo da Fórmula 1.
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A ideia inicial do ADUO em 2026 era medir a potência pura do motor de combustão interna a cada seis corridas (1–6, 7–12, 13–18, 19–24). Os fabricantes que estiverem entre 2% e 4% abaixo do melhor motor de combustão interna do grid recebem uma oportunidade adicional de atualização. Aqueles com um déficit superior a 4% podem contar com duas atualizações.
Este é um tema de discussão entre a FIA, as equipes e os fabricantes de motores durante a pausa de abril, tanto devido ao momento — com as duas corridas no Oriente Médio canceladas por enquanto — quanto, naturalmente, à questão de quais partes se qualificaria para essas vantagens.

“Qualquer decisão pode ter grande impacto no campeonato”

O chefe de equipe da Mercedes já expressou sua opinião sobre esta última questão, enfatizando que total transparência e precisão por parte da FIA são essenciais.
“O princípio do ADUO era permitir que as equipes que estavam em desvantagem, em termos de unidade de potência, recuperassem o atraso, mas não que ultrapassassem as demais”, disse Wolff à mídia, incluindo o Motorsport.com.
“E precisa ficar muito claro que, quaisquer que sejam as decisões tomadas, qualquer que seja a equipe a receber o ADUO, tal decisão pode ter um grande impacto no panorama de desempenho e no campeonato, se não for feita com precisão, clareza e transparência absolutas".
“Tem que ficar claro que não há espaço para artimanhas aqui. A FIA precisa agir com o espírito correto ao lidar com o ADUO".
Segundo Wolff, o objetivo principal do ADUO deve ser ajudar os fabricantes em dificuldades e, na sua opinião, apenas a Honda se encaixa atualmente nessa descrição.
“É claro que as equipes terão seus próprios cenários de desempenho. E, pelo que me parece, há um fabricante de motores que está com problemas e precisamos ajudar. E, então, todos os outros estão praticamente no mesmo patamar".
Com isso, Wolff indica que o ADUO se destina essencialmente a ser um mecanismo para ajudar aqueles que estão atrás, não uma ferramenta para fabricantes – ou, consequentemente, equipes – que já estão em pé de igualdade para ganhar posições puramente por meio de oportunidades adicionais de desenvolvimento.
“Ficaria muito surpreso e desapontado se as decisões da ADUO acabassem interferindo na hierarquia competitiva tal como ela se apresenta no momento".

A Ferrari se qualifica para o ADUO ou não?

A atenção volta-se naturalmente para a Ferrari, já que a escuderia italiana – juntamente com a McLaren no Japão – surgiu até agora como a adversária mais próxima da Mercedes.
O chefe de equipe Frederic Vasseur não escondeu o fato de que o ADUO poderia ser uma forma da Ferrari obter ganhos adicionais no lado do motor, como ele afirmou em Xangai: “A adição do ADUO será uma oportunidade para nós diminuirmos a diferença".
No entanto, a questão de saber se tal déficit de potência deve justificar o ADUO é complicada por vários fatores. Os rivais argumentam que a própria Ferrari fez certas escolhas estratégicas, incluindo o uso de um turbo menor. Embora isso possa oferecer vantagens na largada, pode afetar a potência de saída, e isso justifica o ADUO ou não?
Wolff afirma que não está necessariamente preocupado com essa questão específica, mas enfatiza principalmente que o ADUO deve ser usado conforme o previsto originalmente.
“Eu não diria que estou preocupado. Acho que todos estamos acompanhando como as decisões estão sendo tomadas. Temos dados precisos de nossas próprias análises sobre o desempenho dos motores dos nossos concorrentes e o nosso".
“Nesse sentido, acho que a FIA está analisando os mesmos dados e espero sinceramente que continuem a se ver como defensores da integridade do esporte".
"Porque não se quer permitir um ADUO para uma equipe que, de repente, ultrapasse outra. O [sistema] ADUO sempre foi concebido como um mecanismo de recuperação e não como um mecanismo de ultrapassagem", concluiu.

MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +

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