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F1: Mercedes identifica problema no carro de Russell - mas solução não é imediata

Apesar da correção já estar presente em seu motor neste fim de semana, britânico terá que aguardar até Monza para ter certeza de que alteração funcionou

George Russell chega ao GP da Hungria de Fórmula 1 deste fim de semana com um possível alento para o futuro. Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com, a Mercedes identificou o problema em seu motor que vem afetando a performance do britânico nas últimas provas, uma falha no software de gerenciamento da unidade de potência.

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Há algumas etapas o piloto vem reclamando de falta de desempenho nas retas, uma sensação confirmada pela comparação com a telemetria da Mercedes de Kimi Antonelli. Os primeiros estudos feitos pela equipe descartaram imediatamente uma perda de potência no motor um déficit de velocidade máxima.

O quadro pareceu, desde o início, tudo menos simples. No primeiro setor de Spa, praticamente ao longo de todo o trecho entre La Source e a frenagem de Les Combes, os tempos de Russell estavam, de fato, em linha com os de Antonelli — um fato incompatível com um simples problema de potência.

George Russell, Mercedes, nella sabbia al primo giro del GP del Belgio

George Russell, da Mercedes, na areia na primeira volta do GP da Bélgica

Foto de: John Thys / AFP via Getty Images

Somente ao final da qualificação a equipe conseguiu restringir as possibilidades, identificando na área de software a possível origem da anomalia. A corrida de Russell, que terminou logo após algumas curvas, não permitiu, porém, verificar se a hipótese estava correta.

Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com, a causa foi identificada em uma parte muito profunda do código de gerenciamento da unidade de potência, uma anomalia que exigiu dias de análise antes de ser compreendida.

Na prática, o que acontece é que o software antecipa o uso da energia elétrica, consumindo uma quantidade excessiva na primeira parte da volta.

O resultado era um desequilíbrio na distribuição de energia: o que era ganho inicialmente acabava inevitavelmente sendo compensado nos setores seguintes, quando o piloto esperava ainda ter potência disponível. Foi exatamente isso que ficou mais evidente no último setor de Spa.

Em Brixworth, já foi introduzida uma correção no software, mas será necessária a confirmação na pista. Há quem acredite que uma parte menos impactante do problema esteja ligada também ao estilo de pilotagem de Russell, que pode ter contribuído para amplificar os efeitos da anomalia.

Conforme explicado recentemente também por Andrea Stella, as atuais unidades de potência da Mercedes são equipadas com uma IA adaptativa que memoriza progressivamente os hábitos do piloto, modificando o gerenciamento de energia com base em seu estilo de pilotagem.

Na presença de uma anomalia desse software, esse processo pode ter acentuado ainda mais os efeitos indesejados.

Na Mercedes, no entanto, acreditam ter identificado a causa principal do problema. A boa notícia é que não será necessária a substituição da unidade de potência; o lado menos positivo é que a resposta só chegará no fim de semana do GP da Itália.

Nem o Hungaroring nem a próxima etapa em Zandvoort apresentam características suficientemente semelhantes às de Silverstone e Spa para verificar o comportamento do sistema nas condições que fizeram com que o problema surgisse.

George Russell, Mercedes

George Russell, Mercedes

Foto de: John Thys / AFP via Getty Images

Para Russell, pelo menos no momento, há, no entanto, um aspecto positivo: no circuito húngaro, a disponibilidade de potência nas retas afeta muito menos o desempenho, permitindo que ele enfrente o fim de semana sem a dúvida constante de ser penalizado.

INABALÁVEL Kimi, MISTÉRIO da Mercedes, Rafa Câmara na F1, BORTOLETO 10 a 0 em Hulk, HAMILTON e Globo

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