Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

MotoGP: Por que nacionalidade dos pilotos é um problema para a Liberty Media

MotoGP
MotoGP: Por que nacionalidade dos pilotos é um problema para a Liberty Media

ANÁLISE F1: Nova geração se destaca nos duelos entre companheiros de equipe; veja os dados

Fórmula 1
ANÁLISE F1: Nova geração se destaca nos duelos entre companheiros de equipe; veja os dados

F1 - Button não acredita em pausa na carreira de Verstappen: 'Se sair, não vai voltar'

Fórmula 1
F1 - Button não acredita em pausa na carreira de Verstappen: 'Se sair, não vai voltar'

F1: Ferrari testará atualizações de Miami com Hamilton e Leclerc

Fórmula 1
F1: Ferrari testará atualizações de Miami com Hamilton e Leclerc

Fórmula E inicia era Gen4, carro que promete se aproximar da F1

Fórmula E
Fórmula E inicia era Gen4, carro que promete se aproximar da F1

F1: Pilotos e equipes são investigados por possível sonegação de impostos na Itália

Fórmula 1
F1: Pilotos e equipes são investigados por possível sonegação de impostos na Itália

F1: Jos Verstappen escancara motivo da transferência de Lambiase para McLaren

Fórmula 1
F1: Jos Verstappen escancara motivo da transferência de Lambiase para McLaren

Piloto da F1 estaria envolvido em esquema de prostituição na Itália, revela Gazzetta dello Sport

Fórmula 1
Piloto da F1 estaria envolvido em esquema de prostituição na Itália, revela Gazzetta dello Sport
Últimas notícias

F1: Mercedes lidera pedido por mudanças nos procedimentos de largada, mas Ferrari busca barrar proposta

Nessa nova era da F1, a largada se tornou ainda mais crítica, com algumas equipes encontrando uma forma de melhorar o rendimento de forma imediata

George Russell, Mercedes, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Melbourne foi o primeiro teste real da nova Fórmula 1 e, como era inevitável, também foi alvo de diversas discussões. Mas o tema que mais chamou a atenção é o da nova largada, uma pauta que já havia sido colocada no centro das discussões da pré-temporada.

Leia também:

Várias equipes, incluindo a Mercedes, estão pressionando para modificar ainda mais o procedimento de largada, mas encontram oposição daqueles que não querem que sejam introduzidas outras intervenções além das já feitas até agora. O resultado, no momento, é uma frente dividida em duas posições contrárias.

Não é segredo que as equipes com um turbo maior precisam de mais tempo para preparar o carro para a largada. Com a abolição do MGU-H, de fato, é o motor que precisa trabalhar de forma mais intensa e prolongada para levar o turbocompressor à rotação correta, por isso foi decidido conceder um aviso prévio de 5s por uma questão de segurança.

Grid de largada na Austrália

Grid de largada na Austrália

Foto de: Peter Fox / Getty Images

No entanto, este não é o único ponto em discussão. Na Austrália, muitas equipes se viram na largada com a bateria praticamente descarregada, independentemente da posição no grid. Uma situação que ampliou as diferenças: não só porque, nessas condições, o motor de combustão interna se torna ainda mais determinante, mas também porque acima de 50 km/h alguns pilotos não puderam contar com o apoio do motor elétrico.

Se a isso somarmos o fato de que alguns pilotos ficaram parados no grid, como Liam Lawson, evitado por um triz por Franco Colapinto graças a uma reação rápida, é compreensível que haja preocupações (e, em parte, também interesses) em rever o procedimento de largada. De um lado, há um grupo que pede mudanças, do outro, aqueles que, no momento, não querem introduzir mais alterações.

Após as polêmicas surgidas na pré-temporada, alimentadas também por algumas equipes em maior dificuldade, a FIA já havia concedido maior flexibilidade, introduzindo um aviso prévio de cinco segundos antes do procedimento de largada, para permitir que todos preparassem corretamente o turbo. Uma alteração aceita também pela Ferrari, apesar de Maranello ter sinalizado o problema já há um ano, mas sem ser ouvida.

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Peter Fox / Getty Images

É claro, portanto, que, depois de já terem aceitado a concessão dos cinco segundos extras antes da largada, há equipes que agora se opõem a alterar ainda mais o regulamento, até porque isso significaria abrir mão de uma vantagem competitiva. Segundo esse grupo, o foco não deve se desviar mais uma vez para as regras, mas para os procedimentos internos de cada fabricante, onde há margem para melhorias.

Um dos temas que surgiram em Melbourne é que vários pilotos chegaram à largada com a bateria quase descarregada, uma consequência também dos limites de recuperação impostos pela FIA para cada volta. Se a isso se acrescentar que, na volta de formação, para aquecer os pneus e os freios, os pilotos devem dirigir de forma mais agressiva, com fortes acelerações e frenagens, o resultado é que muitas equipes se viram despreparadas com a bateria já descarregada.

Em discussão, como também explicado por Max Verstappen, estão várias propostas para simplificar o procedimento de largada e reduzir o risco de arrancadas em câmera lenta ou acidentes. No entanto, no momento, a FIA não pode intervir: para alterar o regulamento, seria necessária a maioria qualificada das equipes, um consenso que hoje não existe. A única alternativa seria aprovar a alteração como medida de segurança.

“A FIA poderia fazer isso, acredito que eles queiram fazer isso, mas é necessária uma maioria qualificada das equipes e, no momento, eles não a têm. Então, você provavelmente pode imaginar qual equipe é contra”, disse George Russell na China, deixando bem claro que, por enquanto, a equipe contrária é a Ferrari.

George Russell, Mercedes

George Russell, Mercedes

Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

A questão da quantidade de energia recuperável antes da largada é um dos pontos já discutidos, mas sobre o qual a FIA ainda não se pronunciou. Mesmo aqueles que largaram do fundo do grid tiveram dificuldades em gerenciar a bateria, incluindo Verstappen: “Existem soluções simples, mas elas precisam ser aprovadas pela FIA para tudo o que diz respeito à bateria porque, sim, largar com a bateria em 0% não é muito divertido e também é bastante perigoso”.

“Portanto, estamos discutindo com eles para entender o que pode ser feito, porque vimos... em Melbourne, quase chegamos a um grande acidente na largada. Parte disso está relacionado às baterias. Parte, obviamente, pode acontecer por causa do anti-stall. Mas havia grandes diferenças de velocidade, porque eu não era o único carro com energia zero. É algo que pode ser resolvido facilmente”, disse Max.

Claramente, a vantagem da Ferrari não reside no uso da bateria em si, mas é evidente que quem tem mais dificuldades com o motor endotérmico precisa do apoio do elétrico acima de 50 km/h para compensar, pelo menos em parte, e se defender. Um aspecto do qual George Russell também está bem ciente, definindo como “egoístas” aqueles que se opõem às mudanças regulamentares solicitadas à FIA.

“Como eu disse, metade do grid errou em Melbourne; vamos nos adaptar e agora sabemos ao que devemos prestar atenção. A FIA queria facilitar nossa vida e remover esse limite de recarga, mas, como costuma acontecer, algumas pessoas têm visões egoístas e querem fazer o que é melhor para elas. Isso faz parte da F1. Vamos lidar com isso e acho que as largadas aqui serão muito melhores”.

Ultrapassagens "ARTIFICIAIS" vão ditar NOVA F1? Pilotos na BRONCA e fãs SATISFEITOS? | FELIPE MOTTA

Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior VÍDEO F1: Futuro meme? Colapinto tem problema no pitlane e gera cena engraçada com mecânicos da Alpine
Próximo artigo F1: Após 'asa macarena', Ferrari traz nova atualização ligada ao halo; saiba mais

Principais comentários

Últimas notícias