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F1: Mercedes muda planos e Russell não deve ser punido no Azerbaijão; Leclerc pode ser penalizado em Baku

Escuderia alemã pretende deixar Russell com as atuais unidades de potência até Austin, quando o motor atualizado dentro do sistema ADUO fará sua estreia

George Russell, Mercedes

George Russell não deve mais largar do fim do grid no GP do Azerbaijão de Fórmula 1. A Mercedes alterou o planejamento e avaliou ser mais vantajoso adiar a troca do motor, aguardando o GP dos EUA para instalar a unidade de potência atualizada no carro do britânico.

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A troca (e punição) era um cenário considerado muito provável nas últimas semanas, a ponto de, já em Monza, ter-se falado de uma espécie de troca de favores entre os dois pilotos da Mercedes no GP da Itália e em Baku. No entanto, o cenário mudou.

A Mercedes optou por estender a quilometragem da unidade de potência atualmente à disposição de Russell até Austin, no final de outubro. O objetivo é chegar a essa data sem precisar introduzir uma nova unidade em Baku, permitindo que George use diretamente a unidade de potência atualizada.

George Russell, Mercedes

George Russell, Mercedes

Foto de: Andy Hone/LAT Images via Getty Images

A montadora alemã conta, de fato, ter disponível em Austin a evolução do motor de combustão interna, uma atualização que, até então, não será utilizada nem mesmo pelas equipes clientes, incluindo a McLaren.

A prioridade é, portanto, aproveitar ao máximo as peças já utilizadas de Russell, evitando uma penalidade que obrigaria o britânico a uma corrida de recuperação no Azerbaijão.

A estratégia é viável graças ao estado do material de Russell. Enquanto as falhas nas unidades de potência de Antonelli causaram danos irreversíveis ao longo do ano - forçando o jovem a cumprir punições por usar o quinto motor e projetando nova sanção para a chegada do ADUO -, os componentes de Russell puderam ser recuperados, garantindo uma reserva de peças.

Motor de Leclerc será avaliado pela Ferrari nos treinos

Charles Leclerc, Ferrari

Charles Leclerc, Ferrari

Foto de: Davide Cavazza

Se o cenário de Baku ficou claro para Mercedes, a Ferrari ainda está em dúvida em relação a Charles Leclerc. O monegasco começará o fim de semana azeri com a unidade de potência de Monza, mas, se a avaliação da Scuderia for negativa, ele terá que usar um novo motor ADUO 2 e largar do fim do grid.

A equipe não planejava punições no Azerbaijão após introduzir em Monza as unidades de potência na especificação ADUO 2, mas a batida de Leclerc na saída da curva Parabolica, logo nas primeiras voltas do GP da Itália, complicou os planos.

Os danos sofridos pelo carro levaram os engenheiros da Ferrari a optar pela cautela, preferindo não utilizar essa unidade de potência na etapa seguinte, em Madri. As verificações continuaram, e o veredito final virá justamente em Baku.

Leclerc começará os treinos livres utilizando a unidade de potência ADUO 2 usada em Monza. Se todos os parâmetros confirmarem que o motor não sofreu danos sérios com o acidente, Charles poderá dar sequência ao final de semana normalmente. Caso contrário, a Ferrari será forçada a instalar outra unidade e, nessa hipótese, a punição no grid de largada se tornará inevitável.

MADRI é a PIOR pista da F1? Quais MERECEM ficar? Contas para ANTONELLI e Bortoleto | FELIPE MOTTA

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