F1 - Mercedes: “Não temos dinheiro” para acompanhar atualizações das rivais em 2026
Chefe da Mercedes afirmou que a equipe não dispõe mais de recursos suficientes para acelerar as atualizações, como fazem Ferrari e McLaren
Chefe de equipe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff afirmou que sua escuderia “não tem dinheiro” para desenvolver seu carro de 2026 tanto quanto a McLaren e a Ferrari estão fazendo.
Tanto a McLaren quanto a Ferrari obtiveram avanços significativos nas últimas corridas ao acumular melhorias em seus respectivos carros, o que transformou ambas em equipes vencedoras. Enquanto isso, um plano de atualizações mais conservador na Mercedes, com poucas melhorias significativas desde o GP do Canadá em maio, minou o domínio inicial da equipe de Brackley.
Em declarações após Lando Norris conquistar sua segunda vitória consecutiva em 2026 no GP da Holanda, Wolff disse que a Mercedes não consegue acompanhar o que seus rivais estão fazendo na corrida de desenvolvimento de 2026.
Quando questionado pelo Motosport.com se essas decisões de desenvolvimento estão começando a se tornar cada vez mais incômodas diante do rápido progresso da McLaren, Wolff disse que a equipe está de mãos atadas devido à forma como distribuiu sua cota de 215 milhões de dólares (R$ 1,1 bilhão) do teto de gastos.
“Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro. Eu já disse antes que estamos tentando distribuir isso uniformemente ao longo da temporada com base em nossos cálculos sobre quando podemos trazer as maiores atualizações e otimizar os pontos do campeonato. Mas não temos como fazer o que está fora do nosso alcance"”, disse o executivo austríaco.
“É por isso que é uma corrida de desenvolvimento. Se você introduzir uma atualização, cada uma das equipes de ponta vai ganhar pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, a jornada tem sido um pouco mais difícil do que no início do ano".
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Foto: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Quando questionado sobre por que a Mercedes não dispõe do orçamento dentro do teto de custos para apresentar atualizações, ao passo que a McLaren e a Ferrari têm, Wolff respondeu: “Bem, vocês verão no final da temporada se elas serão capazes de implementar tantas novidades no carro quanto fazem agora. Alguém pode ter uma estratégia diferente de gastar mais no início e no meio do ano do que no final".
Não se espera que a Mercedes traga atualizações significativas para o W17 até que a F1 volte a competir fora da Europa, a partir do GP do Bahrein, na Malásia, no início de outubro.
Wolff destacou que o quadro teria sido diferente se a Mercedes não tivesse enfrentado tantas dificuldades com a confiabilidade de sua unidade de potência, o que custou a Kimi Antonelli e George Russell muitos pontos até agora e resultará em penalidades no grid mais adiante.
“Será que gastamos demais no início e no desenvolvimento inicial? Acho que não”, acrescentou Toto. “Acho apenas que somos uma organização com um certo porte e infraestrutura".
"Nesse aspecto, tínhamos um carro realmente rápido. Perdemos entre 50 e 100 pontos devido a problemas de confiabilidade. Isso teria nos dado uma vantagem um pouco maior do que temos hoje. E, fora isso, estamos apenas continuando a executar o que estava planejado e a lidar com o que as realidades financeiras significam para nós".
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