F1: Mercedes pode 'mudar a rota' com ADUO em Monza; Ferrari também prepara novo motor
Time alemão havia dado a entender que não utilizaria o recurso nesta temporada, reservando o foco para 2027, mas situação parece ter mudado
O GP da Itália, em Monza, pode ser um divisor de águas da temporada 2026 da Fórmula 1. Com a Mercedes liderando os dois mundiais e a McLaren buscando uma reação após a vitória na Hungria, a pista italiana deve marcar a estreia de atualizações decisivas de motores de Ferrari e Mercedes, que podem definir os rumos da disputa pelo título.
Com Kimi Antonelli liderando o campeonato de pilotos, 50 pontos a frente do vice Lewis Hamilton, a Mercedes chega muito bem à segunda metade do ano, mas não sem um calcanhar de Aquiles. O time alemão tem sofrido com a falta de confiabilidade de seus carros, tendo tido três baterias queimadas, um motor quebrado e falhas de gestão de energia no ano.
Porém, tanto Antonelli quanto George Russell já atingiram o limite de quatro unidades de potência por temporada, ou seja, qualquer nova troca resultará em uma punição de 20 posições no grid. A Mercedes havia dado a entender que não utilizaria o ADUO nesta temporada, reservando as intervenções para 2027, mas rumores em Brixworth dizem o contrário e Monza surge como a oportunidade tática perfeita.
Como a pista italiana tem várias oportunidades de ultrapassagem, a Mercedes estaria estudando introduzir uma versão evoluída do motor M17 E Performance (com avanços na combustão, novo turbo e novo combustível Petronas) assumindo a punição no grid para restabelecer a supremacia contra a Ferrari. Os boatos indicam que Antonelli é quem pode estrear o propulsor com o ADUO.
Ferrari também pode ter novidades
A Ferrari aposta suas fichas na estreia da nova especificação de sua unidade de potência (a 067/6). Em fase final de testes de confiabilidade em Maranello, o novo motor traz mudanças profundas na câmara de combustão — aumentando a temperatura de alimentação — e uma reformulação nas pás do turbo. O objetivo da Scuderia é zerar o déficit de potência nas retas em relação à Mercedes e dar a Hamilton e Charles Leclerc a chance de explorar a superioridade do chassi do SF-26.
Além do propulsor, a Ferrari guarda uma versão da asa macarena para pistas de baixa carga aerodinâmica, solução que foi desenvolvida para Spa, mas mantida em segredo para ser usada em Monza.
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