F1: Mercedes prega cautela com plano de atualizações do carro em 2026
A equipe alemã trouxe, até aqui, apenas um grande pacote de atualizações e novidades pontuais - e fluxo no segundo semestre não deve ser tão diferente assim
A Mercedes ainda não abandonou totalmente o desenvolvimento do carro da temporada 2026 da Fórmula 1. Mas, segundo o chefe Toto Wolff, a equipe mantém certa cautela, "acompanhando de perto" o melhor momento para introduzir as novidades.
O início deste novo ciclo de regras tem ocorrido conforme o esperado (em partes), com a corrida de desenvolvimento ditando em grande parte a hierarquia de forças, à medida que as equipes adquirem maior compreensão do conjunto de regras.
Enquanto a Mercedes venceu os seis primeiros GPs largando da pole, a equipe alemã soma "apenas" dois triunfos nas cinco provas seguintes, com Ferrari e McLaren quebrando a escrita graças às suas atualizações agressivas.
Em determinado momento, isso chegou a levar Wolff a questionar como a Ferrari, em particular, conseguiu trazer pacotes substanciais para Miami e Barcelona dentro do teto orçamentário de 215 milhões de dólares (aproximadamente R$1,1 bilhão), adotando uma abordagem que priorizou fortemente a parte dianteira dos carros.
Já na Mercedes, sua única grande atualização ocorreu no Canadá e, fora isso, o foco tem sido em novidades pontuais e menores, o que deve se manter nas 12 etapas finais do campeonato.
“Precisamos ser realmente estratégicos quanto ao momento de apresentar as atualizações”, disse Wolff na Hungria. “Quando achamos que elas terão o maior impacto no desempenho, em vez de simplesmente lançá-las em todos os GPs, como no passado".
Toto Wolff, Mercedes
Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
“Não podemos fazer isso, então, eventualmente, teremos que introduzir uma atualização e, provavelmente, vamos ultrapassar um pouco os outros, mas depois a vantagem se estabiliza e os outros voltam mais fortes".
“Então, sim, estamos trazendo atualizações, estamos monitorando de perto o quanto podemos implementar e, no momento, em termos de teto de custos, estamos em uma boa posição; tentamos concentrar um pouco mais na segunda metade da temporada, esperamos — e vamos ver se isso é suficiente".
Mas há uma ressalva nesse plano: as penalidades de grid previstas para Kimi Antonelli e George Russell, já que eles estão se aproximando do limite de componentes dos motores em uma temporada.
Antonelli e Russell estão, respectivamente, no quarto e no terceiro motor novo do ano, e um quinto motor acarreta uma penalidade de 10 posições no grid — consequência dos problemas de confiabilidade da Mercedes.
Vice-chefe de equipe, Bradley Lord, acrescentou: “Considerando quantos motores usamos na primeira metade da temporada, é quase inevitável que, em algum momento, tenhamos penalidades a serem cumpridas. Isso é algo que a equipe de estratégia e o pessoal na sede vai trabalhar para descobrir qual é o caminho ideal".
“Mas, realisticamente, vai ser difícil chegar ao final da temporada com as condições adversas que temos atualmente [com os problemas de confiabilidade]".
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