F1 - Mercedes: Rendimento de Ocon no fim prova risco de não parar Hamilton

Andrew Shovlin diz que, pelas estimativas da Mercedes, manter Hamilton na pista o poderia fazê-lo perder posição até para Gasly, que vinha em sexto

F1 - Mercedes: Rendimento de Ocon no fim prova risco de não parar Hamilton

A Mercedes acredita que a dificuldade que Esteban Ocon teve nas voltas finais com seus pneus intermediários gastos durante o GP da Turquia de Fórmula 1 são a prova do quanto arriscariam ao manter Lewis Hamilton na pista sem parar.

Após ver a maioria dos pilotos parando a cerca de 20 voltas para o fim, colocando um novo jogo de intermediários, a Mercedes acabou aceitando o pedido de Hamilton para seguir na pista, com o piloto afirmando que os pneus estavam em boa forma.

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A equipe até considerou manter Hamilton até o fim mas, a contragosto do piloto, acabou trazendo-o para os boxes a oito voltas do fim, quando começou a perder rendimento em comparação aos carros ao seu redor.

Hamilton estava em terceiro quando parou, mas perdeu posições para Sergio Pérez e Charles Leclerc, sendo ainda pressionado por Pierre Gasly no final, antes de terminar em quinto.

Pelo rádio, Hamilton deixou claro sua frustração, ao falar que "não deveria ter entrado", perdendo novamente a liderança do Mundial de Pilotos para Max Verstappen, segundo colocado.

O único piloto a terminar a corrida sem parar foi Esteban Ocon, terminando em décimo com a Alpine. Mas o francês admitiu que seus pneus estavam "muito danificados" no fim, acreditando que, se a prova durasse uma volta a mais, terminaria com um furo.

 

Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, explicou que a queda nos tempos de Ocon no final da prova comprovam o quão arriscado seria manter Hamilton na pista.

"Se você olhar para Esteban, ele foi ultrapassado por Lance Stroll a cinco ou seis voltas do fim, terminando 17 segundos atrás dele. Esse é o tamanho da queda no rendimento. É o que estava em nossa cabeça, não era apenas seguir mantendo aquele ritmo".

"Esteban perdeu ainda mais dois segundos naquela parte final, e é aí que as coisas podem ir errado. Vamos olhar a fundo tudo, mas temos certeza que teríamos perdido essas duas posições, talvez correríamos o risco de cair mais".

Esteban Ocon, Alpine A521

Esteban Ocon, Alpine A521

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

Os tempos de Ocon no final da corrida afundaram, perdendo mais de três segundos por volta para Stroll. Antonio Giovinazzi, 11º, terminou bem próximo do francês, sentindo que precisava apenas de mais um giro para entrar na zona de pontos.

Os tempos de Hamilton com os intermediários gastos eram comparáveis aos dos que haviam parado antes, mas assim que eles chegaram à fase do esfarelamento, a Mercedes foi obrigada a agir.

"Acho que a 10, 11 ou 12 voltas do fim, víamos tempos de volta realmente bons", disse Toto Wolff, chefe da Mercedes. Eram os mesmos de Pérez, que estava atrás dele, 34s6, 34s7. E, do nada, começaram a cair".

"Quando Pérez trouxe seu intermediário para a janela, superando a fase do esfarelamento, estávamos perdendo 1s5, 2s por volta, e ficou claro que perderíamos a posição. Possivelmente também para Leclerc e talvez até Gasly".

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