F1: Mesmo com pedido de revisão da Red Bull, montadoras recebem 'ok' para usarem ADUO; entenda
FIA ainda não fez comunicado oficial sobre hierarquia dos motores, mas equipes já estão trabalhando no desenvolvimento das unidades de potência
Foto de: Clive Mason / Getty Images
A Fórmula 1 vive um momento curioso e ao mesmo tempo decisivo. Mesmo sem um comunicado público oficial da FIA sobre os resultados do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações), as montadoras que se encaixaram nas exigências para atualizações já podem levar novidades para a Áustria. Mas como isso é possível?
Após o GP do Canadá, a Federação Internacional de Automobilismo mediu o desempenho de todos os motores de combustão (parâmetro utilizado no ADUO) para determinar tanto a unidade de potência de referência quanto o déficit de seus concorrentes. Na etapa seguinte, no GP de Mônaco, Lewis Hamilton revelou que o motor da Red Bull foi considerado o melhor, seguido pelo da Mercedes e pela Ferrari, informação a qual foi confirmada pelo Motorsport.com.
Desta forma, a Mercedes tem direito a um 'token' de atualização, pois excedeu o limite de 2% de diferença em relação a Red Bull, enquanto Ferrari, Audi e Honda recebem dois ao longo do ano, pois estão mais de 4% atrás. Diante destas permissões, o time de Maranello planeja estrear a nova unidade de potência já na próxima etapa, na Áustria, com uma atualização que pode garantir até sete cavalos a mais de potência.
Além disso, o Motorsport.com apurou que a Audi já apresentou uma unidade de potência atualizada no GP de Barcelona, com uma série de modificações que, embora não muito significativas, eram voltadas para melhorar a dirigibilidade.
Porém, se não houve um anúncio público da FIA sobre os resultados, como as equipes não só já têm os novos motores como, no caso da Audi, até mesmo o estrearam? A explicação é simples: a comunicação feita nos bastidores do GP de Mônaco, embora não publicada oficialmente para o público, tem plena validade para as fabricantes.
Não à toa, a Red Bull entrou com um pedido de revisão para a FIA dias após o fim de semana de competição em Monte Carlo, contestando a decisão de que o motor de Milton Keynes é o melhor de 2026. Segundo o chefe da equipe, Laurent Mekies, o time "não vê uma única amostra de dados que indique que teriam uma vantagem sobre nossos amigos da Mercedes".
“Especialmente quando se observam variações de um traçado para outro que são consistentes com a sensibilidade à potência dos motores a combustão interna. Você vai para o Canadá, com alta sensibilidade, e nos classificamos em sexto. Você vai para Mônaco, com baixa sensibilidade, e nos classificamos a apenas 0s04 da pole. Você vai para Barcelona, novamente com alta sensibilidade, e nos classificamos em sexto mais uma vez", acrescentou.
A FIA aceitou o pedido do time austríaco e está revisando os dados, sem mudar a metodologia. Porém, esse processo não impede que as outras equipes continuem se desenvolvendo.
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