F1: Mudanças no regulamento para 2027 e 2028 'não são suficientes', alerta Sainz
Segundo o espanhol, "nenhum dos pilotos" está aproveitando classificações tanto quanto em 2025 e alterações nos próximos anos ainda não resolverão problemas
As críticas dos pilotos à nova era de motores da Fórmula 1 não param e Carlos Sainz voltou a mostrar preocupação com o rumo que a categoria tomou com o regulamento de unidades de potência para os próximos anos.
Embora a FIA já tenha anunciado uma série de ajustes para 2027 e 2028, diminuindo a importância da parte elétrica, o espanhol acredita que essas medidas são apenas paliativas. Para ele, a F1 deve já estar consciente de que é necessária uma mudança muito mais profunda.
Quando questionado se a mudança para uma distribuição de 58/42 e posteriormente de 60/40 seria suficiente para resolver os problemas atuais, Sainz foi direto: "Provavelmente não. Por isso já estão planejando uma mudança maior (fala-se dos V8 para 2030 ou 2031), pois sabem que isso não é o melhor para a categoria".
Para o titular da Williams, o excesso de protagonismo da parte elétrica está condicionando muito o comportamento dos carros e afastando a F1 de seu DNA.
"Embora tentem melhorar e melhore, acho que todo mundo sabe que há dependência demais da parte elétrica e que é preciso voltar ao que sempre funcionou na F1", falou.
Carlos Sainz, Williams
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
Seguindo na mesma linha, Sainz também lamentou que, devido a essas unidades de potência, a experiência do piloto durante voltas de classificação também tenha mudado significativamente devido ao gerenciamento de energia.
"Todos sentimos falta das classificações do ano passado, especialmente em um circuito como Hungaroring ou Silverstone. Acho que todo mundo sabe que isso não é bom o suficiente para a F1 e é preciso mudar. Vai mudar e evoluir. Está claro que nenhum de nós está aproveitando os carros tanto quanto no ano passado na classificação", concluiu.
As palavras de Sainz se somam às de outros pilotos como Fernando Alonso e Max Verstappen, que também questionaram o nível de importância da parte elétrica no regulamento atual. Enquanto isso, a FIA estuda novos ajustes de curto prazo para as próximas temporadas, mas ainda sem grande poder de convencimento.
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