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F1: Na mira da Mercedes, entenda como funciona divisão de ações na Alpine

Time de Enstone já passou por diferentes 'eras' e, atualmente, é de propriedade da Renault e de grupo de investidores

Pierre Gasly, Alpine

Pierre Gasly, Alpine

Foto de: Lars Baron / LAT Images via Getty Images

Equipe multicampeã da Fórmula 1, com quatro títulos de construtores e três de pilotos, a Alpine, com seus diferentes nomes e 'eras' ao longo dos anos, já está marcada na história da categoria. Quinta colocada no campeonato de equipes em 2026, o time ocupou o noticiário nos últimos meses por causa da possível venda de parte das ações para a Mercedes. 

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Apesar do Grupo Renault ser o proprietário majoritário da Alpine, os 24% pertencentes a um grupo de investidores têm chamado atenção, tanto pelos nomes que integram o quadro de acionistas, quanto pelas possibilidades do futuro. No entanto, para entender realmente como funciona a divisão da equipe francesa, é interessante voltar no tempo. 

O atual 'time de Enstone' passou por diferentes nomes e identidades ao longo dos anos. Tudo começou em 1981, quando Ted Toleman, após anos em categorias de base, conseguiu colocar sua equipe, a Toleman, na F1. Sediado em Whitney, no Reino Unido, e utilizando motores da Hart, o time passou por temporadas difíceis, sem vencer nenhum GP, mas ficou conhecido para sempre no esporte como a primeira equipe de Ayrton Senna na principal categoria do automobilismo mundial. 

Após a temporada de 1985, a Toleman foi comprada pelo Grupo Benetton e, a partir de 1986, passou a utilizar o nome e a identidade visual da grife de roupas. Em 1991, já com motor Ford Cosworth, a equipe assinou com Michael Schumacher e, no ano seguinte, a base do time foi transferida para Enstone, dando origem ao apelido 'time de Enstone'. Em 1994, veio a primeira grande conquista com o título inaugural do alemão. 

Em 2000, a gigante automotiva Renault adquiriu a Benetton, mas Giancarlo Fisichella e Alexander Wurz utilizavam motores Playlife. Dois anos depois, o time passou a se chamar "Renault F1 Team" e, com os motores da montadora francesa, Fernando Alonso conquistou o bicampeonato (2005 e 2006). Em 2011, com a chegada da Lotus como patrocinadora, o time se tornou "Lotus Renault GP", mas continuou competindo como Renault. No ano seguinte, tendo a firma de investimento Gennii Capital como principal acionista da equipe, removeu-se a montadora francesa do nome do time, agora "Lotus F1 Team". 

A Renault voltou a controlar a equipe no fim de 2015, renomeando-a como "Renault Sport F1 Team". O time competiu sob a identidade da marca francesa até 2020, adotando o nome e as cores da Alpine (divisão de carros esportivos da fabricante) em 2021, ano da conquista mais recente da equipe: a vitória de Esteban Ocon no GP da Hungria. 

Atual divisão de ações

Apesar da identidade "Alpine", a Renault continuou como principal controladora do time e, em junho de 2023, decidiu vender 24% das ações da equipe para um grupo de investidores, liderados pela Otro Capital, por 200 milhões de euros (aproximadamente R$1 bilhão, na cotação da época).  

Além da Otro, também fazem parte do grupo de investidores as empresas RedBird Capital PartnersMaximum Effort Investments. Os jogadores de futebol americano Travis Kelce e Patrick Mahomes, o golfista Rory McIlroy, o boxeador Anthony Joshua, os jogadores de futebol Trent Alexander-Arnold e Juan Mata, os atores Ryan Reynolds e Michael B. Jordan, e o fundador da Eberg Capital, Roger Ehrenberg ainda fazem parte, de maneira minoritária, dos proprietários da parcela vendida pela Renalut. 

Como resultado da negociação, Alec Scheiner,co-fundador e acionista da Otro Capital, se juntou ao conselho da Alpine. 

Em janeiro deste ano, o conselheiro executivo da Alpine, Flavio Briatore, confirmou o interesse de "alguns grupos" na compra da parcela pertencente a Otro e aos demais investidores, incluindo o ex-chefe da Red Bull, Christian Horner. Dois meses depois, em março, o italiano afirmou, após uma série de rumores envolvendo Toto Wolff, que a Mercedes também estava negociando a compra dos 24%. 

O interesse da equipe Mercedes chama atenção pois, em 2026, a Alpine se tornou cliente de motores da fabricante alemã, levantando a possibilidade de conflito de interesses. No entanto, Briatore acredita ser possível garantir a independência do time de Enstone em sua própria operação e na votação da Comissão da F1. 

"A Red Bull já tem sido pioneira nos últimos 10 ou 15 anos [tendo duas equipes na F1]. E a Mercedes está buscando comprar os 24% da Otro. Normalmente, em uma empresa, 75% decidem e 25% são passageiros. E essa é a realidade", falou. 

MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +

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