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F1 - "Nós amamos os V8": O que os fabricantes pensam sobre os próximos regulamentos

Diferentes montadoras parecem, em geral, alinhadas com um futuro retorno dos V8, sob certas condições

Starting grid

Foto de: Erik Junius

Em meio aos questionamento sobre regulamento, a volta dos motores V8 a Fórmula 1 tem ganhado cada vez mais tração no paddock e também apoiadores, incluindo a Mercedes. Chefe de equipe do time alemão, Toto Wolff apoiou publicamente a ideia e não parece ser o único a pensar dessa forma. 

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O tema dos futuros regulamentos de motores voltou à pauta pois várias partes interessadas querem definir a direção da categoria ainda este ano, devido aos longos prazos necessários.

Falando exclusivamente ao Motorsport.com no mês passado, o CEO e presidente da F1, Stefano Domenicali, disse: “Precisamos decidir o quanto antes. Claro, vamos discutir isso junto com a FIA, mas é algo que precisamos definir ainda este ano sobre o que virá a seguir". 

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, declarou durante o fim de semana do GP de Miami que a F1 certamente mudará para motores V8 até 2031 — possivelmente até um ano antes. Com o atual Pacto de Concórdia expirando após a temporada de 2030, a entidade poderia, em teoria, impor unilateralmente sua fórmula de motor para 2031, embora o caminho mais prudente seja intensificar o diálogo com os fabricantes nas próximas semanas e meses.

A boa notícia é que os fabricantes atuais parecem amplamente alinhados com a mudança para motores V8 com combustível sustentável e um componente híbrido menor em comparação com a fórmula mais complexa prevista para 2026.

Para Toto Wolff, um V8 seria um “motor Mercedes puro”, mas ele também alertou que a F1 precisa continuar relevante para a indústria e não pode abandonar completamente a tecnologia híbrida.

“Do ponto de vista da Mercedes, estamos abertos a novos regulamentos. Nós amamos o V8”, disse Wolff em Miami. “Para nós, é um motor Mercedes puro, com alta rotação".

"Como garantimos energia suficiente da bateria para não perder conexão com o mundo real? Porque, se migrarmos para 100% combustão, podemos parecer ultrapassados em 2030 ou 2031. Então precisamos considerar isso, simplificar e tornar isso um grande projeto de engenharia. Talvez possamos extrair 800cv do motor a combustão e adicionar mais 400cv, ou mais, de energia elétrica. Estamos totalmente abertos a isso, desde que essas discussões ocorram de forma estruturada e levando em conta as opiniões de todos", continuou. 

Embora Wolff estivesse apenas refletindo e não propondo literalmente motores de 1200cv, seu ponto é que a F1 pode voltar a motores potentes e barulhentos sem perder relevância para a indústria.

No entanto, o conceito ambicioso de uma divisão 50/50 entre combustão e eletrificação parece destinado a ser uma exceção, resultado do contexto em que as regras de 2026 foram definidas - as quais levaram a Honda a rever sua saída da F1 e abriu caminho para a entrada da Audi.

Fiel ao seu estilo, a Honda tem sido cautelosa publicamente, mas estaria disposta a considerar regulamentos bastante diferentes dos que inicialmente aceitou. A Audi também entrou na F1 por conta das regras de 2026, mas o cenário mudou, já que muitas marcas não atingiram metas de vendas de veículos elétricos. Os motores V8 também se alinham bem com a estratégia da Audi para carros de rua, embora a fabricante alemã queira manter o turbo como parte essencial da próxima fórmula.

Os robustos V8 também agradam fabricantes americanos como GM e Ford, apesar dos grandes investimentos feitos na fórmula atual. A Cadillac ainda planeja introduzir seus próprios motores V6 híbridos até 2029 e já está avançada demais para recuar, o que exigiria um programa duplo caso a F1 mude de direção para 2030 ou 2031.

Representando a Red Bull Ford Powertrains, o chefe da equipe Red Bull, Laurent Mekies, disse: “Estamos bem com isso. Tivemos que começar do zero com essa unidade de potência e o ponto de partida é bom. Ainda estamos atrás da Mercedes em desempenho, mas o trabalho foi excelente para nos colocar na disputa. Estamos animados para novos desafios e somos bastante flexíveis e independentes".

A Ferrari também não se opõe à ideia de unidades de potência mais simples e leves, especialmente com o objetivo de reduzir os custos de desenvolvimento.

“Sobre o futuro, temos diferentes opções na mesa”, disse o chefe da Ferrari, Fred Vasseur. “Em breve será hora de discutir essas opções. Desde o início, temos um ponto em mente: reduzir os custos absurdos dos motores, tanto para fabricantes quanto para clientes, em benefício da F1. Acho que agora podemos discutir todas as possibilidades e teremos tempo para isso em breve". 

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