F1: Novo túnel de vento da Red Bull deve entrar em operação apenas em 2027
Equipe ainda deve contar com o túnel de mais de 70 anos para o término de desenvolvimento do RB22 e o início dos trabalhos em torno do carro de 2027
O início de 2026 tem sido desafiador para a Red Bull na Fórmula 1. A nova unidade de potência da marca de bebidas energéticas tem se mostrado surpreendentemente competitiva — certamente aos olhos de alguns rivais no paddock —, mas, no que diz respeito ao chassi, o pacote deixou a desejar durante as três primeiras etapas.
A Red Bull trouxe sua primeira atualização significativa do ano para o GP do Japão, embora Max Verstappen tenha dito em Suzuka que não conseguiu sentir a diferença. Isso reacendeu as dúvidas sobre a correlação da equipe, apesar de o pacote de Miami ter se comportado exatamente como a equipe havia previsto.
Mesmo assim, o diretor técnico Pierre Wache permanece cauteloso quando questionado sobre o que isso diz sobre o estado atual da correlação entre túnel e pista, em grande parte porque a Red Bull ainda depende do túnel de vento mais antigo da F1.
“Sim, estamos indo na direção certa, mas ainda temos a mesma ferramenta e os mesmos problemas. Estamos limitados por... Bem, estamos tentando maximizar o que temos e vamos ver o que acontece com o resto”, disse o diretor ao Motorsport.com.
“Mas temos uma nova ferramenta chegando em breve e espero que ela nos leve a dar mais um passo".
Essa "nova ferramenta" que Wache cita é o túnel de vento que a Red Bull está construindo atualmente em seu campus em Milton Keynes. No ano passado, ele disse ao Motorsport.com que a construção estava três meses adiantada em relação ao cronograma, embora agora ele esclareça que é improvável que o novo túnel de vento seja utilizado este ano.
“Esperamos que ele esteja em funcionamento no início do próximo ano”, disse Wache.
Pierre Wache, Diretor Técnico da Red Bull Racing
Foto: Red Bull Content Pool
Christian Horner descreveu repetidamente o túnel de vento da Red Bull durante seu tempo como chefe de equipe como “uma relíquia da Guerra Fria” e disse que trabalhar com a instalação de 70 anos perto de Bedford era como olhar para “dois relógios diferentes”, destacando que a correlação falhou mais de uma vez em corresponder ao que acontecia na pista.
Os túneis de vento se tornaram uma importante área de investimento na F1. A McLaren passou a utilizar o túnel de vento da Toyota em Colônia a partir de 2010, mas, posteriormente, pôde contar com suas próprias instalações, desde o meio de 2023 — algo claramente ligado ao progresso da equipe desde então.
A Aston Martin também possui um túnel de vento de última geração em seu campus de Silverstone, descrito por Adrian Newey como o melhor do setor, embora os benefícios ainda não tenham se refletido no desempenho nas pistas devido a outros fatores limitantes.
“Pequeno passo” para a Red Bull no Grande Prêmio do Canadá
Até o início de 2027, a Red Bull ainda terá que contar com seu túnel de vento antigo, tanto para o desenvolvimento contínuo do RB22 quanto para os primeiros passos de desenvolvimento de seu carro de 2027.
Isso não impediu que a equipe técnica liderada por Wache apresentasse um pacote bem-sucedido em Miami, que incluía sua própria versão da asa Macarena e sidepods laterais amplamente revisados.
“Essas laterais estão em desenvolvimento desde os testes no Bahrein”, esclareceu Wache. “O pacote [original] para o GP do Bahrein foi basicamente o que apresentamos no Japão".
Isack Hadjar, Red Bull Racing
Foto: Liam Fabre
Ele explicou, assim, que a Red Bull antecipou seu primeiro pacote de atualizações do ano após o cancelamento das corridas no Oriente Médio em abril.
O pacote principal veio em seguida, em Miami, enquanto Wache confirmou que um “pequeno passo” virá em Montreal. No início da temporada europeia, a equipe espera dar mais um passo significativo, idealmente atingindo finalmente o limite mínimo de peso durante o GP da Áustria.
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