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F1: "Organize sua m****", dispara Wolff aos rivais após comentários sobre controvérsia do motor Mercedes

Chefe de equipe insistiu que regulamento é claro e unidade de potência do time alemão é totalmente legal

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

O chefe de equipe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, pediu aos fabricantes rivais de unidades de potência que “se organizem” depois que eles apresentaram reclamações à FIA sobre a interpretação do time alemão dos regulamentos.

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Os regulamentos de 2026 para unidades de potência colocam como norma uma taxa de compressão do motor de 16:1, menor que os 18:1 do ano passado. Essa taxa sempre foi medida em temperatura ambiente, quando o motor não está ligado, portanto, não leva em conta a expansão do material sob o calor quando os carros estão correndo na pista.

Vários fabricantes têm se preocupado com a possibilidade de a Mercedes e a Red Bull terem criado um 'truque' para aumentar a taxa de compressão para perto de 18:1 quando o carro está na pista, mas ainda assim cumprindo o teste em temperatura ambiente.

“Temos que confiar na FIA para tomar as decisões certas aqui”, disse o diretor técnico da Audi, James Key, no lançamento do carro de 2026 da equipe. “São novas regras. É preciso haver igualdade de condições. Se alguém inventasse um difusor inteligente e você dissesse que não é a coisa certa a se fazer, ninguém mais poderia tê-lo, mas você poderia tê-lo pelo resto do ano. Isso não faz sentido. Nunca aceitaríamos isso”.

No entanto, a Mercedes insiste que seus carros estão em total conformidade com os regulamentos tal como estão escritos, e tem ficado um pouco perplexa com a forma como alguns de seus concorrentes, entre os quais se acredita estarem a Honda e a Ferrari, têm se manifestado contra o que considera ser um caso claro.

“Eu simplesmente não entendo por que alguns times se concentram mais nos outros e continuam argumentando um caso que é muito claro e transparente”, disse Wolff a alguns meios de comunicação, incluindo o Motorsport.com, no lançamento oficial do carro da equipe para 2026, o W17. “A comunicação com a FIA foi muito positiva o tempo todo, não apenas sobre a taxa de compressão, mas também sobre outras coisas".

"Especificamente nessa área, é muito claro o que dizem os regulamentos . É muito claro quais são os procedimentos padrão para qualquer motor, até fora da Fórmula 1. Então, organize sua merda (get your shit together, no original em inglês)", continuou. “A unidade de potência é legal, corresponde ao que está escrito nos regulamentos e à forma como as verificações estão sendo feitas". 

Toto Wolff, Mercedes

Toto Wolff, Mercedes

Foto: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images

Embora pareça que não haverá mudanças imediatas, ainda se acredita que as discussões sobre formas alternativas de medir as taxas de compressão, como a adição de verificações em condições de funcionamento, continuam em andamento. Quaisquer soluções propostas teriam que seguir os procedimentos habituais de governança, que incluem uma reunião com o Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC, na sigla em inglês) e, posteriormente, uma votação pela Comissão da F1.

Mas Wolff não está particularmente impressionado com os esforços para mudar os procedimentos em algo que é considerado padrão da indústria.

“Fazer reuniões secretas, enviar cartas secretas e continuar tentando inventar formas de teste que simplesmente não existem... Sinto que posso dizer, pelo menos da nossa parte, que estamos tentando minimizar as distrações, olhando mais para nós mesmos do que para os outros, quando está bastante claro o que dizem os regulamentos e também o que a FIA disse a nós e a eles até agora”, acrescentou Wolff.

“Mas talvez sejamos todos diferentes. Talvez você queira encontrar desculpas antes mesmo de começar, para explicar por que as coisas não estão boas. Se alguém quer se divertir com distrações, então são livres para fazer isso", continuou. 

A FIA deixou claro que, no mínimo, quer que a questão seja totalmente esclarecida antes do início da temporada na Austrália no mês que vem, para que o assunto não se prolongue, quando o foco deve estar na competição na pista.

“Estamos muito empenhados em evitar tais controvérsias e garantir que, quando as pessoas forem correr, elas entendam as regras exatamente da mesma maneira”, disse o diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, ao Motorsport.com no Autosport Business Exchange, evento sobre o mundo dos negócios que aconteceu em Londres.

“Inevitavelmente, quando há um novo conjunto de regulamentos, certas questões surgem, e consideramos que é nossa responsabilidade resolver essas questões antes da primeira corrida", concluiu Tombazis. 

Causos com GALVÃO, REGI, EVERALDO MARQUES, BURTI e cia: ALFREDO BOKEL diz TUDO dos jornalistas da F1

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