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Lando Norris e Oscar Piastri trouxeram os principais pontos de diferença em relação ao monoposto usado em 2025

Oscar Piastri, McLaren

Oscar Piastri, McLaren

Foto de: McLaren

Para a McLaren, não há a certeza de carregar o título e manter a alcunha de campeã no ano seguinte à conquista. Em 2026, tudo muda na Fórmula 1 e os anos de glória da equipe de Woking podem ter chegado ao fim. Lando Norris e Oscar Piastri falaram a respeito do novo carro, o que muda na prática e o que os mais 'amedronta' nesta nova fase.

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Um dos pontos que mais vem apresentando preocupação nos pilotos é o novo 'botão de ultrapassagem'. Tanto Piastri quanto Norris falaram um pouco mais detalhadamente da novidade implementada. 

"Percebi o quanto pode te prejudicar na reta seguinte. Muito do teste foi experimentar consequências: apertar botões que você normalmente não apertaria só para entender o que acontece. A sensação em ar sujo não foi ruim, honestamente. Difícil dizer se é melhor ou pior que o ano passado. No Bahrein vamos testar mais isso, até combinar com outros pilotos para simular corridas", pontuou Norris. 

"Acho que o que vamos ver é uma corrida mais caótica, dependendo de quando cada um usa o boost. Dá para ultrapassar em lugares onde antes era impossível, mas depois você paga o preço", concluiu. 

"Cheguei perto de alguns carros e fiz uma ultrapassagem com uma diferença grande de velocidade, mas acho que o outro piloto foi simpático e me deixou passar", brincou Oscar.

"As diferenças talvez sejam um pouco maiores do que com o DRS, mas não acho que haverá situações perigosas com carros em velocidades extremamente diferentes. O modo de ultrapassagem e a recuperação de energia vão trazer algumas surpresas. Espero que sejam positivas para as corridas", destacou o australiano. 

Sobre o monoposto em si, os dois companheiros de equipe apontaram diversos pontos díspares ao comparar os carros de 2025 e 2026. 

"Em volta de classificação, tirar o pé não é algo que você aprende no kart. Você começa a volta já economizando bateria e isso é estranho. Mas também é divertido: mais potência, menos grip, mais controle do carro. Curvas que eram flat agora exigem freio. Isso pode gerar mais disputas e estratégias diferentes", enfatizou Lando. 

"Vai mudar dependendo da pista. Em algumas, ainda será flat. Em outras, não. Ainda é o piloto quem faz as escolhas, mas agora com mais complexidade. Vai ser mais fácil errar, mas esse é o desafio dessas regras", encerrou o campeão mundial. 

"A asa dianteira é menor, o que é sempre algo positivo. Olhando de frente, os carros parecem mais ágeis, mais “leves”. A asa dianteira é muito mais estreita. Eu acho que eles ficaram legais", apontou o piloto do carro 81. 

"O som é um pouco diferente, mas em grande parte parecido. Do ponto de vista da pilotagem, há diferenças grandes por causa da nova forma como a unidade de potência funciona. Foi muito bom ir a Barcelona e realmente pilotar o carro. Havia muita especulação, inclusive entre nós, pilotos, sobre como seria".

"E foi bom perceber que ainda é um carro de Fórmula 1. Ele se comporta como um F1 deve se comportar em muitos aspectos. Alguns desafios que imaginávamos realmente existem, mas não são tão alienígenas quanto temíamos", enfatizou. 

"Algumas coisas são diferentes. O som do motor dentro do carro é um pouco diferente, então isso é a primeira adaptação. Depois vem a forma como a potência é usada. Na saída de curva, em plena carga, há mais potência do que no ano passado."

"Ao mesmo tempo, há menos downforce e menos área de contato do pneu com o asfalto, já que são mais estreitos. Então você tem mais potência e menos aderência. Isso exige reaprender alguns conceitos: clipping, lift and coast, tudo isso já existia, mas agora por motivos diferentes."

"Não é aprender uma habilidade nova, mas entender novos motivos para fazer certas coisas. No fim, ainda é rápido, ainda parece um F1, mas com diferenças claras", consumou Oscar Piastri. 

MAX WILSON DETONA REGRAS de '26, fala a REAL sobre HAMILTON, BORTOLETO e VERSTAPPEN e avalia equipes

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