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F1: Pilotos divergem sobre estratégia de duas paradas implementada no GP de Mônaco

Houve quem achou interessante, houve quem criticou duramente o novo regulamento para a prova do principado

O GP de Mônaco de Fórmula 1 dividiu opiniões em relação à nova regra de paradas. Para 2025, os pilotos precisavam fazer duas trocas obrigatórias, em uma tentativa de animar e mudar um pouco a tônica da corrida que é muito marcada pela 'procissão' dos carros que não conseguem se ultrapassar. 

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Carlos Sainz foi um dos mais críticos à respeito da nova regra imposta pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O espanhol da Williams destacou que a prova foi "manipulada" pela estratégia de equipe feita por algumas escuderias. 

"É definitivamente algo que eu não gosto de fazer, mas a Racing Bulls fez conosco, então tivemos que reagir. Mas isso mostra que duas paradas não funcionam por aqui, a corrida continua sendo muito chata. As pessoas manipularam a corrida, assim como nós fizemos. Uma regra tem que ser criada para que seja proibido manipular um resultado com o ritmo, como foi feito hoje. É um dia triste para o esporte, estou muito decepcionado" , apontou. 

Para exemplificar o que achou, Max Verstappen utilizou o tradicional jogo Mário Kart da Nintendo. O tetracampeão mundial mostrou, claramente, que na sua opinião a nova regra de nada mudou no resultado final da corrida. 

"Você não pode correr aqui de qualquer maneira, então não importa o que você faça. Uma parada, 10 paradas...  já estávamos quase caminhando para o Mario Kart. Depois, temos que instalar peças no carro. Talvez então você possa jogar bananas ou algo assim!", brinca o holandês. "Eu não sei. Peças escorregadias na pista, talvez?", opinou.

Lewis Hamilton, por outro lado, não tinha uma opinião tão formada - uma vez que na visão do heptacampeão, essa mudança não afetou sua corrida diretamente. 

"Não fez necessariamente nenhuma diferença em minha corrida. Imagino que tenha sido melhor para a prova. Porque as pessoas simplesmente paravam e ficavam paradas para sempre, atrasando todo mundo", declarou.

Nico Hulkenberg, companheiro de equipe de Gabriel Bortoleto também não gostou muito do resultado que as 2 paradas obrigatórias causaram nas estratégias. 

"Fiquei preso no tráfego muitas vezes com as equipes fazendo obviamente o jogo de equipe e dando janelas de box para seus companheiros de equipe. E, sim, pilotar 3, 4, 5 segundos fora do ritmo. É frustrante, não foi tão divertido e agradável. Acho que, do ponto de vista estratégico, tudo isso foi obviamente legítimo e permitido. Mas acho que, do ponto de vista do espetáculo e do entretenimento, provavelmente não é o que a F1 estava esperando", analisou.

Assim como o piloto da Mercedes, George Russell, que foi um dos diretamente envolvidos na 'prisão' das estratégias das equipes.

Não funcionou porque era muito fácil para as equipes e os pilotos trabalharem juntas para criar uma brecha no pit-stop e inverter os carros. O próximo piloto cria uma brecha no pit-stop e dá ao seu companheiro de equipe a parada livre. Como eu disse, nós mesmos planejamos isso com Kimi e eu, porque essa era nossa única esperança de conseguir alguns pontos. Se todos estivessem pilotando sem parar, como em qualquer outra corrida, e implementássemos nossa estratégia, nós dois teríamos terminado nos pontos. Mas a VCARB conseguiu. A Williams conseguiu. O que você pode fazer?"

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