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F1: "Pilotos não têm voz" em discussões sobre mudanças no regulamento, alerta Hamilton

Heptacampeão explicou que competidores "não fazem parte do comitê e não têm direito a voto"

Lewis Hamilton, Ferrari

As crescentes reclamações durante o fim de semana do GP do Japão de Fórmula 1, especialmente as críticas às novas regulamentações e ao sistema de gerenciamento de energia, reacenderam as discussões entre os pilotos sobre a necessidade de mudanças. 

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Essas dificuldades técnicas tornaram-se ainda mais evidentes devido às grandes diferenças de velocidade de aproximação observadas durante a corrida em Suzuka.

A preocupação com segurança esteve no centro das atenções após o acidente envolvendo Oliver Bearman e Franco Colapinto. O britânico da Haas estava "cerca de 50 km/h" mais rápido que o argentino, segundo Ayao Komatsu, chefe da equipe americana, e precisou desviar rapidamente. Com isso, Bearman acabou perdendo o controle e bateu no muro, sofrendo um impacto de 50G. 

Lewis Hamilton, Ferrari

Lewis Hamilton, Ferrari

Foto: Ferrari

O acidente em questão aconteceu pouco antes de importantes reuniões em que a FIA avaliará possíveis alterações nas regras relativas às unidades de potência nos próximos dias. O primeiro encontro está marcado para a próxima quinta (09). 

Porém, o heptacampeão Lewis Hamilton não tem altas expectativas sobre as discussões entre a Federação e a categoria. Falando com a mídia no fim de semana da etapa japonesa, o britânico explicou que a influência dos pilotos é muito limitada, sem poder real de decisão. 

"Haverá 'muitos chefes na mesma cozinha', geralmente não termina com bom resultado. Os pilotos não têm voz, não têm nenhum poder. Não estamos no comitê e não temos direito a voto", disse. "Não espero muito, mas desejo que façam grandes mudanças". 

FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA

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