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F1: Pirelli confirma manutenção da atual gama de pneus para 2027

Dario Marrafuschi, diretor da divisão de esporte a motor da marca italiana, revelou que os cinco compostos de pista seca continuarão no próximo ano

Pirelli 2026 F1 tyres

Foto de: Pirelli

Dario Marrafuschi, diretor da divisão de esporte a motor da Pirelli, revelou ao Motorsport.com que as equipes continuarão a ter cinco compostos de pneus à disposição. A opção do C6, tradicionalmente usada no GP de Mônaco de Fórmula 1, foi, portanto, descartada de vez.

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Não se muda uma fórmula vencedora. É essa a política que a marca italiana continua adotando ao fabricar seus pneus para a F1, da qual é fornecedora exclusiva há já 15 anos.

No momento, a fabricante está trabalhando para definir os compostos dos pneus para a temporada 2027 da F1, com a homologação prevista para o mês de setembro. A gama, por sua vez, será definida no final desta temporada, mas o Motorsport.com pode adiantar que, no próximo ano, continuará a mesma.

Marrafuschi, em entrevista exclusiva concedida ao Motorsport.com, afirmou que, mesmo em 2027, continuaremos a ver uma gama de pneus que vai do C1 ao C5.

"Os compostos estão em constante desenvolvimento e já fizemos isso em testes anteriores; este é um trabalho básico, uma base sobre a qual podemos construir o que poderão ser os novos pacotes de materiais para o próximo ano, no que diz respeito aos compostos".

“Com a finalização da estrutura, passaremos então a otimizar, com base nos resultados já obtidos, a escala de compostos para o próximo ano. Já posso adiantar que continuarão sendo cinco níveis; não vamos adicionar nem retirar nenhum nível".

"Pensamos e discutimos se deveríamos adicionar um nível de compostos, mas, citando Mônaco, no final vimos que a maioria dos carros largou com o C4, ou seja, o composto médio”.

Dario Marrafuschi, Head of Pirelli Motorsport

Dario Marrafuschi, diretor da Pirelli Motorsport

Foto: Pirelli

Já no final de 2025, o C6 havia sido descartado pela Pirelli devido a uma diferença de desempenho em relação ao C5 que não era suficiente para justificar sua fabricação e homologação.

Além disso, este ano a Pirelli observou que no GP de Mônaco — uma das corridas em que o C6 poderia ter sido protagonista caso tivesse sido homologado — o C5 teve um desempenho excelente.

“Na classificação, mesmo com uma volta a mais de preparação, foi emocionante ver o C5 nos minutos finais da própria quali. Por isso, consideramos que a adição de um composto mais macio não seja necessário".

“Vimos uma excelente corrida também em Mônaco e, se utilizássemos um C6 naquela pista, seria inútil para o restante da temporada. Por isso, reajustaremos os cinco níveis de composto com base nas metas de desempenho definidas para o próximo ano”. 

Marrafuschi, que assumiu recentemente o lugar de Mario Isola, explicou também quais serão os objetivos relacionados aos compostos para a próxima temporada. Será necessária uma diferenciação de desempenho, assim como de degradação.

“Os objetivos são sempre ter uma diferenciação de desempenho entre os cinco níveis, como a melhor volta, e uma degradação proporcional, de modo a podermos fazer escolhas que, a cada GP, levem a estratégias que sejam de alguma forma comparáveis”.

“Foi o que aconteceu em Barcelona, mas também na Áustria, quando a estratégia de duas paradas é muito semelhante à de três paradas".

"Em Silverstone, a parada única e a dupla estavam distantes, mas, pensando no próximo ano, trabalharemos, por exemplo, para torná-las muito mais próximas uma da outra, de modo que, a menos que haja bandeiras amarelas, haja margem para que as equipes e os pilotos escolham estratégias diferentes, talvez gerenciando a degradação dos pneus da melhor maneira possível para seus carros e criando estratégias um pouco mais competitivas”, concluiu.

FUTUROS de MAX, Russell e GABRIEL: Empresário de RUBINHO na F1 analisa! G.Rodrigues, PIPO e Da Costa

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