Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

F1: Por que a McLaren não vai 'jogar a toalha' em 2026

Diretor técnico explica que foco na briga do ano passado atrasou o projeto atual, mas garante que desenvolvimento do MCL40 não será descartado em 2027

Lando Norris, McLaren

Mesmo com um começo difícil na temporada 2026 da Fórmula 1, a McLaren afirmou que ainda não desistiu do desenvolvimento do carro deste ano e acredita que ainda pode trazer atualizações que não irão comprometer o monoposto de 2027.

O editor recomenda:

A equipe explicou que seu início lento na atual temporada se deveu à necessidade de se defender de uma disputa tardia pelo título contra Max Verstappen, da Red Bull, no ano passado, combinada com uma correção de rumo feita durante o desenvolvimento de seu conceito para 2026.

“Obviamente, tivemos uma disputa acirrada, embora um pouco surpreendente, com o Max no final da temporada”, disse Neil Houldey, diretor técnico de engenharia da McLaren.

 “Mas, obviamente, estávamos desenvolvendo nosso carro até o final do ano, ao mesmo tempo em que trabalhávamos no projeto de 2026. Quando analisamos como entramos no início de 2026, estávamos um pouco em desvantagem em comparação com algumas equipes".

Max Verstappen, Red Bull Racing, Oscar Piastri, McLaren

Max Verstappen, Red Bull Racing, Oscar Piastri, McLaren

Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images

“Acho que fizemos um bom trabalho ao introduzir várias atualizações que aumentaram o desempenho do carro. Nos colocamos em uma posição melhor tanto do ponto de vista da unidade de potência quanto do carro".

"Mas é preciso reconhecer que algumas equipes certamente fizeram um trabalho melhor do que nós. E agora precisamos encontrar uma maneira, nesta segunda metade da temporada, de superá-las em desenvolvimento e nos tornarmos um pouco mais competitivos em mais corridas".

Ao contrário do ano passado, quando equipes como a Ferrari e outras que estavam fora da disputa mudaram o foco para a temporada seguinte de forma antecipada, a McLaren ainda acredita que melhorar o desempenho do carro deste ano será uma vantagem em 2027.

Isso apesar de o projeto do carro em si não ser totalmente mantido, já que a equipe já está planejando um carro para 2027 com uma distância entre eixos maior e um layout de suspensão alterado.

Há também uma série de ajustes no regulamento para o próximo ano, incluindo a redução em 300 mm do 'bib' dianteiro na parte frontal do assoalho, o que afetará não apenas a geração de downforce, mas também as alturas de rodagem.

“Esperamos que as próximas corridas tragam algumas peças importantes, e esperamos fazer isso bem no final da temporada também”, confirmou Houldey. “Certamente não vamos interromper o desenvolvimento em 2026, pois sabemos que, seja o que for que levemos de 2026 para 2027, esse aprendizado será aproveitado".

“Mesmo que nosso carro fique um pouco mais longo, mesmo que, conceitualmente, a suspensão possa mudar, tudo o que estamos aprendendo este ano é extremamente relevante para o ano que vem. Portanto, estamos muito empenhados em continuar desenvolvendo o carro pelo maior tempo possível".

Oscar Piastri, McLaren

Oscar Piastri, McLaren

Foto: Steven Tee / LAT Images via Getty Images

“A melhor maneira de entender o desempenho que você está gerando é colocá-lo na pista, testá-lo adequadamente e garantir que ele faça o que você espera que ele faça", continuou o diretor técnico de engenharia da McLaren.

"Se você parar agora em 2026, isso certamente o coloca mais nesse campo da teoria, e não significa necessariamente que você vai gerar muito, muito desempenho de 2027".

“Portanto, nossa visão no momento é que há tantas corridas pela frente nas quais podemos melhorar o desempenho. Vamos encontrar maneiras de melhorar o desempenho nessas provas, e sabemos que esse aprendizado será útil para 2027".

Como todas as outras equipes, a McLaren conseguiu se inspirar no que seus rivais estão fazendo, sendo a terceira equipe a testar uma asa traseira 'macarena', vista pela primeira vez no carro da Ferrari ainda durante os testes de pré-temporada.

Houldey admitiu que a equipe ficou um pouco “decepcionada” por ter perdido essa oportunidade prevista no regulamento. Mas a inovação observada na Ferrari ressalta ainda mais como o regulamento técnico de 2026 é menos restritivo do que talvez se supusesse inicialmente.

“Aerodinamicamente, embora [os carros] pareçam bastante semelhantes, acho que, na verdade, não são”, explicou Houldey. “Há um pouco de espaço que as pessoas abriram. Acho que o regulamento nos dá liberdade suficiente".

“Quando se trata do primeiro ano, você realmente percebe muitas coisas que outras equipes fizeram. Ao analisarmos as regras novamente, fica claro que elas são mais flexíveis do que entre 2022 e 2025 e, obviamente, nesse primeiro ano, aprende-se tanto que é muito divertido poder analisar conceitos diferentes".

“Os sidepods são um bom exemplo: talvez não haja um ganho enorme de desempenho neles, mas você vê tantas variações diferentes no pitlane. Ninguém chegou a um consenso ainda, então há muitas coisas que você pode testar para encontrar a direção certa", concluiu.

Bortoleto LÍDER da nova geração, ARMADILHA para Rafa Câmara, futuros de MAX e da F1: LITO CAVALCANTI

Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

Artigo anterior ANÁLISE: Audi tem início sólido na F1 e surpreende com chassi
Próximo artigo F1: Diretor da Audi detalha maiores qualidades de Bortoleto, dentro e fora da pista

Principais comentários

Últimas notícias