F1: Por que projeto da Honda com Aston Martin é completamente diferente da 'era Red Bull'
Shintaro Orihara detalha filosofia da marca japonesa de circulação de engenheiros entre projetos de carros de rua e a F1
Honda power unit launch
Foto de: Honda
Diretor da Honda na Fórmula 1, Shintaro Orihara afirmou que a filosofia da marca é “única”, com a equipe e o conhecimento circulando constantemente entre os projetos de carros de rua e a F1 e, por isso, as diferenças entre a antiga parceria com a Red Bull e a atual, com a Aston Martin, são tão notáveis.
Na abertura da temporada em Melbourne, Adrian Newey expôs publicamente os desafios da Aston Martin com a Honda, citando problemas nas baterias e o foco da fabricante em outras áreas tecnológicas.
A revelação mais crítica, porém, foi que a diretoria da Aston Martin só descobriu em novembro de 2025 que a equipe técnica da Honda não era a mesma do período vitorioso com a Red Bull.
Essa demora em perceber a mudança na estrutura do parceiro, com quem assinou em 2023, expõe falhas no planejamento da equipe britânica, embora a Honda explique a alteração de pessoal como parte da sua filosofia corporativa.
“A Honda é uma empresa muito singular. Então, sempre, como dizer, a equipe alterna entre projetos de carros de rua e o projeto de F1”, disse Orihara ao Motorsport.com.
“No ano passado, tivemos muitas pessoas — não exatamente novas, mas algumas altamente talentosas — vindas de projetos de carros de rua e outras que haviam trabalhado no projeto da Red Bull. Sempre desenvolvemos talentos em nosso projeto de F1 para ampliar o conhecimento da Honda".
A ideia é que a empresa como um todo se beneficie do conhecimento adquirido no Campeonato Mundial, embora a formação do projeto com pessoal predominantemente novo também tenha trazido desvantagens significativas.
Após sua saída oficial da F1 no final de 2021, a maior parte da equipe foi realocada, e depois disso a Honda reconstruiu sua equipe de F1 com pessoal novo
Foto: Honda Racing Corporation
Faltava experiência específica na F1 durante a fase inicial e, de acordo com Orihara, a Honda acabou chegando exatamente a essa conclusão.
“Provavelmente, no final do ano passado, nosso nível geral de desenvolvimento de pessoal não era suficiente para o nível da F1”, avaliou o japonês. “E então, nos testes, passamos por momentos bastante difíceis, mas esses momentos contribuíram para o avanço de nossa equipe. Eles aprenderam muitas coisas sobre o que precisamos para trabalhar na F1".
“Eles já tinham conhecimento suficiente e habilidades de alto nível, mas [com esses momentos difíceis] ganharam experiência sobre como precisam trabalhar na F1”.
Os primeiros meses de 2026 representaram uma curva de aprendizado íngreme, com a equipe inexperiente se adaptando rapidamente às exigências da categoria máxima do automobilismo.
No entanto, a Honda também agiu em outra frente. Quando ficou claro, no final de 2025, que sua equipe não estava no nível exigido, Orihara revelou que vários funcionários da Honda com experiência da era Red Bull foram trazidos de volta ao projeto de F1, simplesmente para proporcionar uma injeção rápida de experiência e conhecimento adicional.
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Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
Combinado com a experiência adquirida pelos membros mais novos da equipe, Orihara acredita que a operação da Honda na F1 está agora no nível exigido. Isso explica, em parte, a difícil fase de preparação – embora vários fatores tenham contribuído para isso – mas também por que a Honda está olhando para o futuro com maior confiança.
“Além disso, nossos novos colaboradores adquiriram essas experiências de aprendizado nos testes [de pré-temporada]”, acrescentou Orihara. “Acho que, desde então, fizemos um bom progresso em termos de desenvolvimento de nossa equipe".
“E agora estou confiante de que estamos em boa posição para desenvolver uma unidade de potência robusta e também um gerenciamento de energia eficaz [para os próximos anos]", concluiu.
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