F1: Por que Russell não parou durante o virtual safety car na Itália?
Toto Wolff, chefe da equipe, defendendo a divisão de estratégias para o fim de semana que coroou Antonelli com mais uma vitória
Andrea Kimi Antonelli conquistou a sétima vitória em casa, levando a festa para Monza, mas isso não significa que o fim de semana de Fórmula 1 foi perfeito para a Mercedes. George Russell não foi chamado para os boxes durante o virtual safety car nas últimas voltas e o segundo lugar se tornou amargo.
O italiano foi o único piloto da Mercedes a parar durante a bandeira amarela que foi causada pelo abandono de Lance Stroll.
Isso aconteceu porque a equipe de Brackley tomou a decisão de dividir as estratégias. Russell e Antonelli já haviam trocado de pneus uma vez, durante a bandeira vermelha logo após a batida de Charles Leclerc, sendo assim, o britânico foi deixado na pista para terminar a corrida com o mesmo jogo de duros da quarta volta.
Já o atual líder do campeonato começou com duros, fez boas ultrapassagens na largada e durante a paralisação trocou por médios para ter um reinício de prova ainda mais forte, como de fato aconteceu.
Já para o fim da prova, Antonelli já havia avançado no pelotão e disputava a liderança com Russell — embora a Mercedes tenha pedido que ele não atacasse seu companheiro de equipe após a fase inicial da disputa, permitindo que tentassem abrir uma vantagem sobre Max Verstappen.
Então veio a ordem para Antonelli fazer o pit stop. E embora o italiano tenha conseguido se recuperar e ultrapassar seu companheiro de equipe com pneus mais novos, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que a própria equipe não sabia qual estratégia acabaria se mostrando melhor.
"Não sabíamos qual era a melhor estratégia", disse ele à imprensa, incluindo o Motorsport.com, após a corrida. "Naquele momento, o sistema indicava que a estratégia de uma parada [para Russell] sairia na frente. A de duas paradas estava chegando perto no final, mas não alcançaria. Foi isso que o software indicou".
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, George Russell, Mercedes
Foto: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
"Também foi acertado dividir as estratégias, pois não sabíamos qual seria a melhor. Na reunião da manhã, dissemos que o pneu duro duraria para sempre. Dá para largar com ele e terminar com ele, e, como vimos com o George, foi um pneu que durou para sempre, mas não tinha o desempenho do médio".
A decisão de fazer a parada de Antonelli foi tomada apesar de ele ter informado que seus pneus estavam em boas condições.
"Não conversamos com o Kimi sobre a parada", confirmou Wolff. "Perguntamos sobre o estado do pneu e ele disse: 'Bem, na verdade está bom', mas ficou claro que vimos desgaste, e acho que foi no carro do Lewis. Vimos um pouco de abrasão em uma McLaren. Portanto, foi a decisão certa. E é por isso que não foi preciso nenhuma grande discussão".
"Mas, dito isso, Kimi conseguiu tirar 35 ou 40 voltas daquele pneu de maneira consistente, e isso certamente é fruto de sua habilidade".
O próprio Russell acredita que teria ritmo suficiente para vencer a corrida se Antonelli tivesse mantido a mesma estratégia.
"Eu adoraria ter continuado com a mesma estratégia", disse ele durante a coletiva de imprensa pós-corrida. "Porque me sentia em boa posição naquela disputa. Sabia exatamente o que precisava fazer com o gerenciamento de energia para me defender, mas também quando atacar e fazer essas manobras, e me preparei bastante para essa corrida nesse aspecto".
Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, George Russell, Mercedes
Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images
"Então, é claro, quando o VSC entrou em pista, foi no momento perfeito para os pilotos tomarem a decisão e fazerem o pit stop".
Questionado se havia considerado parar para trocar os pneus naquele momento, Russell disse: "Não considerei. Na verdade, achei que os pilotos atrás de mim também fossem permanecer na pista, mas tenho certeza de que a equipe estava bastante nervosa no boxes, acompanhando nossa disputa, e provavelmente ficou bem satisfeita em nos colocar em estratégias diferentes".
"Quando tínhamos o Max na disputa também, do ponto de vista da equipe, estávamos cobrindo os dois cenários. Então, hoje o Kimi fez um ótimo trabalho".
"Eu estava com o pneu duro e o Kimi, com o médio. Portanto, se algum de nós fosse para o pit, seria o Kimi. E foi por isso que fiquei um pouco irritado com o momento daquele VSC , porque acho que teria sido difícil para os pilotos com pneus médios competirem com qualquer um que estivesse com pneus duros".
"Mas isso não diminui em nada a performance de Kimi como um todo. Teria sido muito interessante ver como a corrida teria se desenrolado se não houvesse o VSC".
Após a corrida em Monza, Russell está 66 pontos atrás de Antonelli no campeonato.
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