F1: Quem alterou regra da taxa de compressão meses antes da temporada 2026?
Artigo do regulamento foi modificado em outubro, sem o alerta das fabricantes de motores
A tão contestada medição da taxa de compressão à temperatura ambiente só foi incluída no regulamento técnico da Fórmula 1 na atualização aprovada pelo Conselho Mundial da FIA no 16 de outubro de 2025. Será possível que essa norma, benéfica para a Mercedes, tenha sido aprovada sem possibilidade dos outros construtores reclamarem?
Ninguém sabe, neste momento, como vai terminar a questão da taxa de compressão. A partir de 1º de junho, a Comissão Técnica da FIA combinará a verificação a ser realizada à temperatura ambiente com a verificação com motor em funcionamento, ou seja, após o óleo ter atingido uma temperatura de 130°C.
Se conversarmos com a equipe da Mercedes, percebemos que há plena consciência de que nada acontecerá, já que defendem a total legalidade do motor de Brixworth.
A FIA, por meio de Vincent Pereme, o engenheiro francês responsável pela área de unidades de potência da entidade reguladora, deu sua total aprovação à solução desenvolvida e implementada pela escuderia anglo-alemã.
A Mercedes está dominando a F1 com as dobradinhas de Antonelli e Russell
Foto de: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images
Segundo os rumores que circulam no paddock, a unidade da Mercedes teria sido homologada antes do início do campeonato, já capaz de passar na verificação com a taxa fixada em 16:1.
Obviamente, as outras fabricantes que alimentaram a polêmica contra a equipe que segue dominando o campeonato, defendem o contrário e consideram que a introdução da câmara dupla não cumpria as regras estabelecidas. Os engenheiros liderados por Hywel Thomas tinham encontrado uma brecha no regulamento e a explorado imediatamente.
Mas há um aspecto que merece ser analisado e que é certamente interessante: o regulamento técnico da F1 foi revisado com diversas atualizações discutidas primeiro na Comissão de F1 e que depois foram aprovadas pelo Conselho Mundial da FIA.
E, então, fica a curiosidade de saber quem que propôs a alteração do artigo C5.4.3 aprovada em 16 de outubro de 2025.
Até essa data, o texto era: “Nenhum cilindro do motor pode ter uma relação de compressão geométrica superior a 16,0:1. O procedimento a ser utilizado para determinar esse valor está descrito no documento FIA-F1-DOC-C042”. Então, magicamente, foi acrescentada um trecho: “...e deve ser executado à temperatura ambiente”. Antes não estava lá.
A novidade que fez explodir o caso da taxa de compressão, portanto, foi decidida poucos meses antes do início do campeonato e não quando o regulamento técnico foi discutido e definido.
É fácil pensar que a sugestão possa ter partido da Mercedes, mas é igualmente incrível ver que a medida foi aprovada sem que nenhum das outras fabricantes tivesse algo a dizer. Mas onde estavam os representantes da Ferrari, Honda, Audi e Red Bull Powertrains que depois reclamaram? Mistério...
DOMÍNIO da APRILIA no Brasil: e aí, Márquez? DIOGO, problemas e BASTIDORES do Pódio Cast em Goiânia!
Ouça versão áudio do PÓDIO CAST:
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!
Compartilhe ou salve este artigo
Inscreva-se e acesse Motorsport.com com seu ad-blocker.
Da Fórmula 1 ao MotoGP relatamos diretamente do paddock porque amamos nosso esporte, assim como você. A fim de continuar entregando nosso jornalismo especializado, nosso site usa publicidade. Ainda assim, queremos dar a você a oportunidade de desfrutar de um site sem anúncios, e continuar usando seu bloqueador de anúncios.
Principais comentários