F1: Red Bull rejeita proposta bilionária de ex-conselheiro de Ecclestone pela Racing Bulls, aponta jornal
Oferta liderada por Dean Attew seria de R$15,3 bilhões
Arvid Lindblad, Racing Bulls, Liam Lawson, Racing Bulls
Foto de: James Sutton / LAT Images via Getty Images
A Red Bull rejeitou uma proposta de três bilhões de dólares (R$15,3 bilhões, na cotação atual), liderada por um ex-conselheiro de Bernie Ecclestone, pela Racing Bulls, 'equipe-irmã' do time austríaco na Fórmula 1. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Times.
De acordo com a publicação, Dean Attew, investidor e ex-conselheiro de Ecclestone, chefão da F1 até 2016, e Andrew Herriot, outro investidor, abordaram a Red Bull sobre uma possível compra da Racing Bulls, com uma proposta apoiada por financiamento de fontes de Abu Dhabi. Porém, a equipe austríaca negou a oferta.
Attew é co-fundador da Titon International, uma empresa de segurança privada, e, em 2016, foi cotado para liderar uma das propostas para adquirir a Fórmula 1 do grupo CVC Capital, detentora majoritária da categoria. A parcela acabou sendo vendida para a Liberty Media, por oito bilhões de dólares (cerca de R$26,1 bilhões na época), que detém a categoria até hoje.
Ainda de acordo com o jornal, essa não é a primeira vez que a Red Bull rejeita uma oferta pela Racing Bulls, tendo negado propostas de pouco mais de dois bilhões de dólares (R$10,1 bilhões na cotação atual) no ano passado.
A 'propriedade dupla' da Red Bull na F1, comandando duas equipes no mesmo grid, tem sido alvo de discussão e críticas nos últimos meses. A Racing Bulls, que já foi chamada de Toro Rosso e AlphaTauri, é usada como 'base' pelo time de fábrica, um lugar de teste para pilotos e até mesmo peças.
O cenário permite algumas vantagens, como uma transferência facilitada de funcionários e até mesmo jogadas de equipe. Um exemplo recente é o ocorrido no GP de Singapura de 2024, quando Daniel Ricciardo, então na Racing Bulls, 'roubou' a volta mais rápida de Lando Norris apesar de ele próprio não se beneficiar do ponto extra, para ajudar Max Verstappen na briga pelo campeonato.
CEO da McLaren, Zak Brown chegou a enviar uma carta ao presidente da FIA, argumentando existir "uma preocupação real de que o esporte arrisque dar um passo para trás em termos de integridade e justiça".
Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem disse em entrevista também ao The Times que, "na sua visão pessoal, possuir duas equipes 'não era o caminho certo', embora tenha admitido que se tratava de 'uma área complicada'".
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