F1: Red Bull tem problemas para equilibrar distribuição de peso
Equipe planeja modificações na traseira do carro, se inspirando na Ferrari
A Red Bull não está em sua melhor temporada na Fórmula 1. A equipe ainda não obteve resultados positivos ou um fim de semana limpo, com Max Verstappen e Isack Hadjar reclamando bastante do carro. Porém, há outro problema que se destaca: o peso.
Segundo Laurent Mekies,a equipe está pagando um atraso na preparação causado pela decisão de desenvolver o RB21 até o fim na disputa contra Lando Norris:
"Agora, está claro que o tempo e as energias investidos na tentativa tardia do ano passado têm um impacto no ponto de partida de 2026. E, portanto, hoje estamos pagando um pouco o preço disso. Estamos usando isso como desculpa? Não. Não estamos satisfeitos com o ponto de partida, mas acreditamos que podemos superar essas dificuldades".
No entanto, a equipe não pode colocar a culpa no motor. As informações do paddock dão conta de que a unidade de potência produzida em parceria com a Ford não é um problema.
A saída de Adrian Newey certamente pesou, mas a equipe liderada por Pierre Waché começou a temporada com um monoposto muito acima do peso. Fala-se de cerca de 20 quilos, que custa cerca de seis décimos por volta.
A unidade de potência da Red Bull
Foto de: AG Photo
Por qual razão não atingiram a meta de peso?
Teria surgido um problema na distribuição de pesos, que é controlada pelo regulamento. Para equilibrar a massa, de fato, teria sido necessário adicionar peso para adequar o carro às restrições das regras. Evidentemente, o posicionamento da unidade de potência não foi impecável e recuperar o equilíbrio obrigatório não foi tarefa fácil.
No Japão, a equipe levou um pacote de atualizações na esperança de melhorar a situação, mas as novidades confiadas apenas a Verstappen não funcionaram, tornando o carro muito instável e difícil de pilotar para o tetracampeão mundial.
Em Milton Keynes, muito provavelmente, já começou o difícil trabalho de alívio do peso do carro e, com a nova entrada dos radiadores e um perfil mais fino das laterais, a eficiência pode ser melhorada reduzindo o arrasto, mas, ao alterar o centro de gravidade aerodinâmica, pode ser que o RB22 tenha um conceito parecido com o da Ferrari.
Nos planos, fala-se da possibilidade de encurtar ligeiramente o entre-eixos, talvez intervindo na estrutura da caixa de câmbio: a intenção seria dispor de um diferencial deslocado mais para trás do que hoje, para tentar, quem sabe, aproveitar uma ideia introduzida pela Ferrari.
FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA
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