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F1: Russell não quer que Mercedes repita erro da McLaren de 2025 na luta pelo título

Britânico quer evitar tensões internas precoces, que abriram a porta para a chegada de Verstappen na briga do ano passado

George Russell chegou a Miami com uma missão clara: retomar a liderança do Mundial de Pilotos da Fórmula 1. O problema é que o atual líder não é qualquer um, mas sim Andrea Kimi Antonelli, seu companheiro de Mercedes. Mas o britânico descarta que já exista uma tensão dentro da equipe alemã.

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O britânico, que havia começado 2026 como o número um da Mercedes e o grande favorito ao título, chega a Miami como segundo colocado. Passaram-se apenas três GPs, mas o contexto pesa. E muito.

Como presidente da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), Russell foi um dos nomes em destaque neste dia de mídia. A maioria das perguntas girou em torno dos ajustes no regulamento que a FIA decidiu introduzir já a partir deste fim de semana, após meses de reclamações de pilotos e equipes. Uma pequena mudança de rumo que, segundo o paddock, chega tarde… mas chega.

No entanto, além de seu papel como diretor, havia outro tema inevitável: o clima interno na Mercedes. Porque tudo indica que essa batalha será o grande tema deste início de temporada. O W17 — o melhor carro do grid nessas primeiras etapas — colocou a equipe alemã um passo à frente da Ferrari. E se nada mudar drasticamente, o Mundial pode se tornar um duelo entre dois... dentro da mesma garagem.

"Ainda nem sequer é assunto de conversa"

Russell não evitou o assunto. Mas esfriou o clima. “A verdade é que estamos bem no início da temporada. É importante garantir que ambos nos coloquemos em uma posição em que sejamos os únicos dois candidatos ao campeonato”, explicou.

O britânico insistiu que ainda não há espaço para tensões internas. Que, neste momento, o objetivo é outro: construir uma vantagem real em relação aos demais. “Se você olhar para o ano passado, ninguém estava considerando Verstappen, e Lando e Piastri estiveram brigando entre si a temporada toda, e de repente quase ambos perderam o campeonato".

A mensagem não foi por acaso. Russell recorreu à história recente. A um 2025 em que Lando Norris e Oscar Piastri se enredaram em suas próprias disputas internas enquanto Max Verstappen espreitava por trás com um carro inferior. Aquelas famosas “regras papaia” da McLaren, que, em teoria, davam total liberdade aos seus pilotos, acabaram jogando contra eles. O resultado: o Mundial quase lhes escapou.

E Russell não quer repetir esse erro. “No momento, isso nem sequer é assunto ou motivo de preocupação. Fazemos nosso trabalho como sempre. Lutamos duro e lutamos limpo, e vamos continuar assim”.

O discurso soa como uma trégua. Uma calma controlada. Mas também há uma advertência. Porque se a Mercedes confirmar o que parece — essa vantagem sobre a Ferrari mesmo com as melhorias que os italianos trazem para Miami —, o cenário mudará rápido. Muito rápido.

E então, sim, a pergunta deixará de ser se haverá tensão… para se tornar quando ela explodirá. Por enquanto, Russell ganha tempo. E lança uma mensagem clara: antes de brigarem entre si, garantir que não haja mais ninguém na briga. Mas com Antonelli liderando e crescendo a passos gigantescos, a contagem regressiva já começou.

Quem serão os ícones da F1 após VERSTAPPEN, HAMILTON e ALONSO? Bortoleto ÍDOLO? Miami, DRUGO e mais!

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