F1 - Sainz reafirma intenção de permanecer na Williams a longo prazo: "Acredito no projeto"
Espanhol admitiu que usará pausa de agosto para pensar no futuro, mas reforçou desejo de continuar trabalho com o time de Grove
A permanência de Carlos Sainz na Williams continua sendo um dos assuntos que marcarão a 'silly season' da Fórmula 1. O contrato do espanhol termina no fim da temporada e, apesar de admitir que o verão será um momento-chave para decidir o futuro, ele reafirmou um compromisso de longo prazo com o time de Grove.
Desde que o ano começou, Sainz repetiu em várias ocasiões que confia no projeto liderado por James Vowles. Ainda assim, a temporada não está seguindo o rumo esperado. Depois de sacrificar praticamente todo o desenvolvimento do carro de 2025 para se concentrar no regulamento de 2026, a Williams não só não deu o salto que esperava, como perdeu terreno em relação às rivais diretas e já não lidera mais o meio do pelotão com facilidade.
Apesar disso, o espanhol insistiu na intenção de continuar na equipe, garantindo ter posto de lado qualquer conversa sobre o mercado de pilotos, buscando se concentrar exclusivamente em ajudar o time a sair da situação difícil.
"Não estou [pensando em outros times]. Sinceramente, não estou pensando nisso porque tenho muito trabalho a fazer aqui na Williams. Temos muitas sessões de simulador e reuniões. Até pedi à minha equipe que me deixe um pouco tranquilo até à pausa de agosto para tentar ajudar a melhorar a situação tanto quanto possível", explicou nesta quinta-feira em Spielberg.
Será então que chegará o momento de avaliar o futuro? "No verão [europeu, em agosto] será o momento de pensar nisso e analisar as opções. A equipe já sabe quais são as minhas intenções e as minhas prioridades, que são ficar aqui e continuar a longo prazo. Acredito na visão do projeto, embora neste momento tenhamos muito trabalho".
Sainz foi questionado sobre o que ele precisa ver na Williams para se convencer definitivamente a continuar. Porém, sua resposta deixou claro que a preocupação não passa apenas pelos resultados em pista, mas pela capacidade de reação.
"Estamos tentando chegar à origem dos problemas junto com Vowles e toda a direção do time. Acreditamos já ter identificado onde as coisas começaram a ir mal, mas agora a pergunta é o que fazemos a partir daqui, quanto tempo esses câmbios levarão para dar resultado e quão agressivos seremos na recuperação", explicou.
"Dinheiro não é o problema"
Uma das reflexões mais interessantes de Sainz surgiu ao analisar por que a Williams não conseguiu se aproximar das equipes da frente apesar de contar com mais horas de túnel de vento e de ter concentrado grande parte dos recursos no regulamento de 2026.
"A esperança não era acabar completamente a diferença, mas sim nos manter mais ou menos onde terminamos o ano passado. Com as horas de túnel de vento que tínhamos disponíveis, esperávamos dar um passo em frente, mas vimos claramente que as equipes da frente estão trabalhando em um nível completamente diferente. Se aconteceu algo, foi a diferença aumentando", admitiu.
Para o espanhol, o problema ainda "demonstra que nem tudo é dinheiro", o quê, no caso do time de Grove, é algo positivo, pois "dinheiro não é problema na Williams. Temos orçamento e um grande investimento por parte do conselho. A equipe investiu em instalações, mas grande parte do trabalho está nos processos, na eficiência e nos métodos. É aí que realmente temos de acertar e incorporar talento de outras equipes, para entender em que áreas ainda não somos bons o suficiente".
Entretanto, Sainz já trabalha com os engenheiros no desenvolvimento do próximo carro e mantém intacta a confiança num projeto que, apesar dos resultados deste ano, continua sendo sua primeira opção.
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