F1: Stroll faz ultimato para Aston Martin ter atualizações efetivas na Hungria
Com grande pacote de atualizações no Hungaroring, equipe britânica terá muito em jogo antes da pausa de agosto; Stroll será punido no grid da Bélgica
No GP da Hungria de Fórmula 1, a última etapa antes da pausa de meio de temporada, a Aston Martin apresentará, pela primeira vez nesta temporada, um importante pacote de atualizações. Para Lance Stroll, Hungaroring definirá se os problemas do AMR26 serão solucionados e se a escuderia de Silverstone poderá se recuperar em 2026.
As novas peças terão como objetivo principal corrigir os pontos fracos do monoposto de 2026 da Aston, enquanto as próximas melhorias no motor Honda chegarão após a pausa, no GP da Holanda.
A magnitude desse pacote é tal que ele pode ser quase descrito como um 'modelo B'. O chassi, com peso reduzido, assim como a caixa de câmbio, também teve que passar novamente pelos testes de homologação da FIA.
Questionado sobre os pontos positivos do AMR26 em sua configuração atual, Stroll não tentou esconder sua frustração: “Só podemos seguir em frente, então isso é positivo. Neste momento, sim, tem sido bem terrível. Não há nada de bom, não há nada que gostemos no nosso carro, não há pontos fortes, então só podemos melhorar".
O GP da Grã-Bretanha ilustrou perfeitamente as dificuldades enfrentadas pela Aston. Vários vídeos circularam nas redes sociais mostrando o canadense lutando contra uma forte saída de dianteira, a ponto de girar o volante até o fim na rápida curva Copse.
“Temos instabilidade na entrada e na frenagem em velocidades médias-baixas. E depois temos esse tipo de perda de sustentação aerodinâmica, aquele efeito de ‘frente no chão’, perda de sustentação na asa dianteira, em que simplesmente perdemos totalmente a aderência nas curvas de alta velocidade; então, há algumas limitações”, continuou.
“Algumas dessas perdas de sustentação aerodinâmicas são muito difíceis de identificar nos medidores de pressão e de determinar de onde vêm. Então, estou apenas tentando passar uma ideia melhor para o pessoal em Silverstone, que está trabalhando com aerodinâmica e tudo mais, sobre o que estamos sentindo no carro. Às vezes, é difícil para eles perceberem isso apenas pelos dados".
A Aston Martin está apostando muito em seu pacote para a Hungria.
Foto: Manuel Eletto / Getty Images
Voltando ao pacote previsto para a Hungria, Stroll detalhou os objetivos técnicos da equipe: “Esperamos melhorar algumas características, com mais downforce, com certeza, mas também corrigir algumas dessas características aerodinâmicas ruins que temos há muito tempo. Esperamos conseguir um carro mais equilibrado e simplesmente mais agradável de pilotar".
Embora o motor Honda tenha parecido, até agora, ser o principal obstáculo da Aston Martin, a equipe também sofre com um déficit significativo de downforce. Questionado sobre uma possível relação entre a falta de potência e a saída de dianteira do carro, Stroll insistiu que os dois problemas eram independentes.
“Acho que são duas questões diferentes”, disse. “Temos muitas coisas para trabalhar em relação à dirigibilidade. Estamos com falta de potência, mas também temos muitos problemas de equilíbrio, limitações e, simplesmente, downforce. Precisamos encontrar muito mais downforce".
O canadense acrescentou que a Hungria será o verdadeiro momento da verdade para a Aston. Em um circuito onde o chassi é muito mais importante do que a potência, o pacote de atualizações terá que demonstrar sua eficácia. Caso contrário, segundo ele, mesmo as futuras melhorias no motor Honda não serão suficientes para colocar a equipe de volta na disputa.
“Acho que a Hungria é um bom teste. Não é um circuito muito sensível à potência, é um circuito de chassi, então esse é o teste”, continuou. “Se ainda estivermos muito lentos na Hungria, então apenas a potência que está chegando em Zandvoort não vai resolver todos os nossos problemas".
“Não é um circuito que dependa muito da potência, então é um daqueles lugares em que você precisa de downforce e bom equilíbrio. Se estivermos muito mais competitivos na Hungria, acho que isso será um bom sinal para o resto da temporada".
Stroll punido no GP da Bélgica
A FIA anunciou que Lance Stroll será punido em 10 posições no grid de largada do GP da Bélgica por passar do limite de trocas de peças do motor do AMR26.
Lance Stroll, Aston Martin Racing
Foto de: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images
Como confirmado pelo Delegado Técnico da FIA na F1, Jo Bauer, a Aston trocou o quarto MGU-K da unidade de potência acima do limite permitido de três por temporada e, por isso, tomou a tal punição de posições na largada de domingo.
"A unidade geradora de motor-cinética (MGU-K) utilizada por Lance Stroll é a quarta (4ª) das três (3) novas unidades geradoras de motor cinéticas permitidas para a temporada do Campeonato de 2026, e isso não está em conformidade com o artigo B8.2.2 f) do Regulamento Esportivo de Fórmula 1 de 2026".
A penalidade por passar do limite de trocas do MGU-K em uma temporada é uma punição automática de 10 posições no grid de largada.
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