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Segundo chefe da Mercedes, 'volta por cima' do heptacampeão é uma mistura de fatores técnicos, pessoais e emocionais

Poucas pessoas na Fórmula 1 conhecem Lewis Hamilton melhor do que Toto Wolff. A dupla formou uma das parcerias de maior sucesso da história do esporte, conquistando juntos seis títulos de pilotos durante uma passagem de mais de uma década pela Mercedes.

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A mudança de Hamilton para a Ferrari antes da temporada de 2025 não trouxe sucesso imediato, com o heptacampeão mundial passando por uma difícil temporada de estreia na Scuderia, na qual não conseguiu conquistar um único pódio. Mas o quadro tem sido bem diferente em 2026.

A vitória em Barcelona veio após segundos lugares em Mônaco e no Canadá, enquanto Hamilton também subiu ao pódio na China no início da temporada.

Hamilton derrotou sua antiga equipe, a Mercedes, no domingo. Largando ao lado de George Russell na primeira fila, ele adotou uma estratégia agressiva de três paradas e parecia capaz de disputar a vitória mesmo antes da intervenção do safety car virtual (VSC) no final da corrida.

Quando o VSC foi acionado, Hamilton conseguiu fazer sua última parada nos boxes e saiu à frente dos dois pilotos da Mercedes antes de abrir vantagem para garantir a primeira vitória da Ferrari na temporada.

Isso também marcou a primeira corrida de 2026 não vencida por um piloto da Mercedes, com Russell vitorioso na Austrália e Kimi Antonelli tendo vencido todos os outros GPs antes de Barcelona.

Após a corrida, Wolff foi um dos primeiros a parabenizar seu ex-piloto: “Em primeiro lugar, parabéns ao Lewis. Ele trabalhou muito e passou por tantos momentos difíceis, especialmente no ano passado, que estou sinceramente feliz por ele ter vencido. Sempre disse que, se não fossem nossos dois [pilotos] a vencer, então deveria ser o Lewis. E ele mereceu isso hoje", disse. 

"É claro que se pode dizer que o VSC talvez tenha surgido na hora certa, mas é assim que as coisas são. Estou feliz pelo Fred [Vasseur, chefe da equipe da Ferrari] também. Passamos por momentos difíceis com meu amigo, mesmo que ele me irrite às vezes, ou mesmo que a gente se irrite mutuamente às vezes. Mas a pressão de liderar a Ferrari é enorme, é por isso que estou feliz e aliviado por ele. É algo que... ele está no meu coração", acrescentou. 

Lewis Hamilton, Ferrari, Toto Wolff, Mercedes

Lewis Hamilton, Ferrari, Toto Wolff, Mercedes

Foto: Anni Graf - Fórmula 1 via Getty Images

Questionado sobre o que ele acredita estar por trás do ressurgimento de Hamilton, Wolff apontou tanto as características da nova geração de carros da F1 quanto a situação do piloto fora das pistas.

"Trabalho árduo e acho que este é um carro que talvez seja diferente dos carros da era anterior, com o balanço, com a rigidez, talvez não seja fácil de sentir", disse Wolff. “E isso é um retorno a uma pilotagem mais convencional em termos de, eu diria, pelo menos aerodinâmica e dinâmica do veículo. Obviamente, o gerenciamento do motor é completamente diferente, mas dá para ver que ele está pilotando bem".

"A dinâmica na equipe parece boa entre ele e seu engenheiro de corrida. Eu o vi no pódio na TV. Quero dizer, sabe, aquele rosto me mostra que ele está muito feliz. Talvez a namorada ajude! Me ajudou ter uma parceira com quem, sabe, você tem uma vida familiar estável, e eles parecem estar se dando muito bem", brincou. 

"Acho que são todos esses fatores que compõem a perspectiva emocional, pessoal e profissional. Se você está em uma boa situação, você vence", finalizou o chefe da Mercedes. 

A desistência de Antonelli a cinco voltas do final em Barcelona também teve implicações no campeonato. A vitória de Hamilton reduziu sua diferença para o italiano para 41 pontos, enquanto o segundo lugar de Russell deixa o piloto da Mercedes nove pontos atrás de Hamilton na classificação.

KIMI já é GRANDE? Russell em mais um FIASCO, Hamilton FREIA Leclerc, BORTOLETO e + | FELIPE MOTTA

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