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F1: Teto orçamentário impede Red Bull de manter ritmo de desenvolvimento do carro

Equipe austríaca deve mudar foco para 2027 mais cedo do que fez no ano passado com o desenvolvimento do modelo de 2026

Max Verstappen, Red Bull Racing

Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

A Red Bull chega à pausa de verão da Fórmula 1 em quarto lugar no Mundial de Construtores, mas isso não conta toda a história. Desde a primeira corrida da temporada, em Melbourne, a equipe austríaca tem feito progressos significativos em seu carro.

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Números fornecidos pela Paceteq, parceira de dados da equipe, mostram que a Red Bull estava até 1s3 por volta atrás do ritmo ideal em termos de velocidade tanto na Austrália quanto na China, o que significa que estava disputando com equipes como a Haas e a Alpine.

Nos dois últimos finais de semana antes da pausa de verão, essa diferença foi reduzida para apenas 0s2 a 0s3 por volta. Isso mostra que a Red Bull recuperou cerca de 1s em relação à ponta do pelotão, mas isso teve um preço – tanto literal quanto figurativamente.

A equipe introduziu dois grandes pacotes de atualizações em Miami e na Áustria, revisando significativamente seu conceito aerodinâmico (com as laterais, entre outras coisas, assumindo uma aparência completamente diferente), ao mesmo tempo em que eliminou o excesso de peso do RB22.

Enquanto o chefe da Mercedes, Toto Wolff, questionava como a Ferrari parecia capaz de introduzir atualizações “ilimitadas”, a Scuderia destacou que a Red Bull pode, na verdade, ter trazido ainda mais peças novas nas primeiras etapas do ano.

Às vésperas das férias da F1, o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, admite que será difícil para sua equipe manter esse ritmo de desenvolvimento durante a segunda metade do ano. Isso está ligado ao teto orçamentário da F1, que foi fixado em US$ 215 milhões (aproximadamente R$1,1 bilhão) para 2026.

“Trouxemos uma enorme quantidade de melhorias para o carro entre a primeira corrida e agora, a fim de tentar corrigir o mais rápido possível o grande déficit que tínhamos. E provavelmente é difícil imaginar que continuaremos nesse ritmo. Mas, mesmo assim, precisamos ver qual é a melhor maneira de tentar recuperar esses últimos 0s3".

Mekies já havia explicado anteriormente que esses dois ou três décimos finais são os mais difíceis de conquistar, principalmente porque os rivais também não ficam parados.

O chefe da  McLaren, Andrea Stella, já previu que qualquer equipe que queira disputar vitórias na segunda metade da temporada precisará encontrar mais meio segundo antes da última corrida do ano.

A Red Bull aprendeu com o ano passado?

Além do teto de gastos, todas as equipes têm outra decisão importante a tomar: como dividir recursos, como o tempo no túnel de vento, entre o carro deste ano e o da próxima temporada.

Mekies afirma que a Red Bull está adotando uma abordagem diferente nesse aspecto em comparação ao ano passado. Naquela época, a equipe dedicou todos os esforços para diminuir o déficit em relação à McLaren e dar a Max Verstappen a chance de disputar o título, algo pelo qual, segundo o diretor técnico Pierre Waché, a equipe pagou o preço no início de 2026.

Este ano, a Red Bull pretende mudar seu foco para a próxima temporada mais cedo.

“Não sei como é com os outros, mas o que é certo é que, em algum momento, precisaremos tomar uma decisão sobre o equilíbrio entre este ano e o próximo. Espero que isso aconteça mais cedo do que fizemos no ano passado, especialmente porque o regulamento é o que é".

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