F1: Verstappen admite "conversas sérias" com Mercedes e McLaren antes de renovar com Red Bull
Apesar de sondagens diretas dos dois times rivais, tetracampeão optou por manter fidelidade à equipe austríaca
Foto de: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
Depois de muita especulação, Max Verstappen decidiu ficar na Red Bull, estendendo o contrato com a equipe austríaca até o final de 2030. No entanto, o tetracampeão da Fórmula 1 admitiu que teve "conversas sérias" com Mercedes e McLaren nos últimos anos.
Ao ser questionado pela BBC se chegou a conversar com a Mercedes em 2025 e com a McLaren este ano, Verstappen disse que sim: "É claro que qualquer conversa é levada a sério. Foram todas conversas muito respeitosas, e não há nada de errado nisso".
No entanto, o holandês reiterou que a permanência na Red Bull era a decisão correta: "Senti que ficar era a escolha certa para mim. Você precisa seguir o seu coração".
"Eu poderia ter saído no início da minha trajetória na Red Bull e ido para outro lugar tentar vencer. Se você tem um pouco de paciência, acaba vencendo no final. Sinto que essa continua sendo a minha mentalidade agora".
O tetracampeão afirmou que ficar na equipe de Milton Keynes passa pela sensação de trabalhar se sentindo bem com a estrutura da escuderia. "Isso se resume também a se sentir bem dentro de uma equipe. Esta é como uma segunda família para mim".
"É a crença de que é possível dar a volta por cima, de que podemos construir um futuro melhor com outras pessoas, com gente nova".
"E, no fim das contas, não se trata apenas de F1 para mim", continuou Verstappen, revelando planos paralelos além do Mundial em 2027, como o que aconteceu nesse ano com sua participação nas 24 Horas de Nurburgrig.
"Há muitas coisas que farei no ano que vem que também envolvem a Red Bull. Eu me sinto bem aqui. Então, para mim, este é o lugar certo para se estar".
Sobre a renovação, Verstappen disse que sempre tentou acalmar o clima interno e pedindo ao time focar no avanço do carro: "Eu sempre disse a eles: 'Não se estressem com isso, apenas trabalhem no carro.' Afinal, quanto mais rápido o carro anda, mais fácil fica a decisão de qualquer forma".
"Consigo entender que, às vezes, eles talvez estivessem um pouco preocupados. Mas, ao mesmo tempo, a minha única preocupação era com o que estava acontecendo aqui dentro".
"Além disso, eu estava muito ocupado com meus projetos fora da F1. Por isso, nunca passei muito tempo negociando, buscando opções ou tentando ir para outro lugar".
Max também destacou que não quer "pular fora do barco" em um momento mais difícil para a Red Bull.
"Eu não me importo com o desafio. Não tenho esse desejo nem a necessidade de provar em outro carro que posso vencer, ou algo do tipo. É fácil correr para o carro mais rápido e começar tudo de novo. Mas não é assim que eu sou. Você não pode ser o capitão do navio e, na primeira oportunidade em que algo dá errado, simplesmente pular fora".
"Tivemos uma queda em relação aos anos de domínio, mas também não me importo de reconstruir a equipe. É um outro tipo de desafio", concluiu.
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