F1: Verstappen explica forte batida na 1ª volta do GP da Holanda
Tetracampeão abandonou a prova logo na primeira volta, após rodar e bater contra o muro na última curva de Zandvoort
Cometer erros pode não ser típico de Max Verstappen, mas foi exatamente isso que o ele fez na primeira volta do GP da Holanda de Fórmula 1. O tetracampeão explicou a causa da forte batida que o fez abandonar a corrida de domingo (23) em Zandvoort.
Largando em sétimo após se sentir mal durante todo o fim de semana, Verstappen fez uma largada razoável, mas acabou sendo empurrado para a grama em uma manobra com quatro carros lado a lado na reta para a curva 1.
Consequentemente, ele foi desafiado pelo companheiro de equipe 'interino', Liam Lawson, nas curvas seguintes – o que não o incomodou: “Temos permissão para correr, então acho que isso é normal".
Verstappen acabou mantendo a sétima posição, mas a chuva que caiu antes da largada havia deixado a pista molhada, e dois pilotos perderam o controle na última curva inclinada na primeira volta. Enquanto Gabriel Bortoleto saiu ileso de um giro de 360 graus, o astro da Red Bull não conseguiu controlar o RB22 e bateu forte no muro, o que causou uma bandeira vermelha.
“Acho que a largada foi apenas uma consequência do que estava acontecendo à direita. Tudo bem, isso pode acontecer”, comentou Verstappen sobre o incidente na largada.
“Então, sim, eu fui pego de surpresa. Ainda estava bem molhado naquela curva e, assim que vi a faixa seca se aproximando, pensei: ‘Agora você pode acelerar’, mas claramente isso não funcionou. Então, provavelmente ainda era um pouco cedo demais".
Verstappen descreveu o impacto como “uma batida forte”, mas esclareceu que já “passou por coisas piores”.
Max Verstappen, Red Bull
Foto: Eric Le Galliot
A Red Bull acabou enfrentando seu pior GP desde a pausa de abril em termos de resultados, com Lawson como seu melhor piloto, em sétimo lugar.
Verstappen admitiu que foi “um fim de semana decepcionante” em termos de ritmo, já que a McLaren, a Ferrari e a Mercedes estavam fora de alcance, mas essa situação não foi nenhuma surpresa para ele.
“Gostaria de ter conseguido mais, mas é preciso ser realista nesta temporada”, insistiu o piloto da Red Bull. “Somos a quarta equipe mais rápida, então não é como se chegássemos a Zandvoort e, de repente, pudéssemos fazer alguma mágica".
“É assim mesmo: outras equipes trouxeram melhorias, nós não. Quando você já está em desvantagem, isso te coloca ainda mais em desvantagem. Portanto, não há nada de surpreendente, é apenas a realidade em que vivemos".
Verstappen agora vai se concentrar em descansar antes do GP da Itália, daqui a duas semanas: “Simplesmente não tenho me sentido bem. Estou ansioso por uma pausa para poder me recuperar, porque realmente não me senti bem".
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